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China rejeita estudo que aponta que coronavírus surgiu em agosto

China rejeita estudo que aponta que coronavírus surgiu em agosto

Agente de saúde coleta amostra de aluna para teste de coronavírus na Universidade de Wuhan, no primeiro dia de aula em Wuhan, em 8 de junho de 2020 - AFP

A China chamou de “desinformação” um estudo americano que aponta que o novo coronavírus teria surgido no país em agosto passado, vários meses antes do que o sugerido até agora.

O estudo preliminar de pesquisadores das prestigiadas universidades de Boston e Harvard sugere que a pandemia poderia ter surgido no verão de 2019 em Wuhan, uma metrópole do centro da China que foi colocada em quarentena em janeiro.

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Este estudo é baseado em imagens de satélite que mostram um afluxo incomum nos estacionamentos dos hospitais de Wuhan desde agosto.

Também mostra o aumento de consultas à palavra “tosse” no mecanismo de pesquisa chinês Baidu.

Este estudo, que ainda não foi publicado em nenhuma revista científica, pode ser uma prova de que a China escondeu a existência do novo coronavírus do mundo por vários meses.

Mas o ministério das Relações Exteriores chinês considerou nesta quinta-feira que o estudo está “cheio de deficiências” e foi “grosseiramente fabricado”.

A porta-voz do ministério, Hua Chunying, vê evidências de uma campanha nos Estados Unidos para “deliberadamente criar e disseminar desinformação contra a China”.

“Os formuladores de políticas e a mídia americana agem como se tivessem descobrido um tesouro, como se tivessem provas de que a China ocultou a pandemia”, lamentou.

Segundo as autoridades chinesas, o novo coronavírus foi detectado em dezembro e a China compartilhou seu código genético com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de janeiro.

Os Estados Unidos e a China travaram nos últimos meses uma batalha sobre a origem do vírus. As autoridades americanas sugerem que ele pode ter escapado de um laboratório em Wuhan, enquanto Pequim deu a entender que pode ter sido trazido por soldados americanos.

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