Economia

China proíbe seus pesqueiros de se aproximarem das ilhas Galápagos

Crédito: AFP/Arquivos

Em 1979, as ilhas Galápagos se tornam o primeiro patrimônio mundial da Unesco - AFP/Arquivos (Crédito: AFP/Arquivos)

A China anunciou, na quinta-feira (6), uma proibição de pesca para suas embarcações nas proximidades das Ilhas Galápagos, território sob soberania do Equador, após a polêmica presença de barcos de pesca chineses na área desta reserva marinha.

No final de julho, o Equador expressou seu “mal-estar” a Pequim e solicitou que os mais de 260 barcos em questão se mantenham afastadas desta área protegida.

Equador comunica China sobre o “mal-estar” por frota pesqueira próxima de Galápagos

Galápagos está em alerta contra pesca ilegal de chineses

A China “decidiu proibir a pesca de profundidade ao oeste da reserva das Ilhas Galápagos de setembro a novembro deste ano”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Wang Wenbin.

Essa medida “contribuirá para a proteção dos recursos pesqueiros da região” e foi “apreciada” pelo Equador, relatou, em entrevista coletiva.

O Equador alertou, em meados de julho, sobre a presença de embarcações, principalmente com bandeira chinesa, não muito longe das Galápagos. As ilhas estão a 1.000 km do continente, e a área inclui uma reserva marinha de 133.000 km2.

Os navios pesqueiros se encontram em águas internacionais, mas sua proximidade do arquipélago, classificado como Patrimônio Natural da Humanidade, preocupa as autoridades equatorianas.

Wang Wenbin afirmou que ambos os países “chegaram a uma afinidade de pontos de vista”, sem dar mais detalhes.

As autoridades chinesas “continuarão a exigir que” os navios de pesca com sua bandeira “estejam em estrita conformidade com as leis e os regulamentos”, prometeu o porta-voz.

Um crítico ferrenho de Pequim, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deu seu apoio ao Equador dias atrás, pedindo à China que “administre melhor o meio ambiente”.

Essas palavras foram condenadas por Wang Wenbin, que denunciou “declarações irresponsáveis”.

“Gostaria de lembrar às autoridades americanas que seu país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e, portanto, não está credenciado para fazer críticas injustificadas”, enfatizou.

A Reserva Marinha de Galápagos conta com mais de 2.900 espécies diferentes e um santuário de 38.000 km2 de extensão.

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