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China é potência “pacífica”, responde Pequim à Otan

China é potência “pacífica”, responde Pequim à Otan

(Arquivo) Bandeira chinesa sobrevoando a mesquita Juma na área restaurada da cidade velha de Kashgar, na região oeste da China, em Xinjiang - AFP


O unilateralismo dos EUA ameaça os países da Otan, enquanto a China é uma potência “pacífica”, afirmou o governo chinês nesta quinta-feira, depois que a Aliança Atlântica se referiu ao “desafio” de Pequim.

Na cúpula de Londres, os 29 países-membros da Otan aprovaram na quarta-feira uma declaração conjunta que descreve pela primeira vez a ascensão da China de desafio.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse a jornalistas que “o crescimento do poder chinês é de um poder pacífico”.

Sem citar os Estados Unidos, assegurou que “a maior ameaça atual ao mundo é o unilateralismo e a intimidação”.

“Até os aliados dos EUA foram vítimas”, acrescentou. O presidente americano, Donald Trump, descreveu a Aliança Atlântica como “obsoleta” no passado.

Desde terça-feira, o chefe da Otan, Jens Stoltenberg, lembrou que Pequim é acusada de lançar ciberataques contra a Europa e recorrer à espionagem industrial, que tem “consequências para a segurança dos países da Aliança”.