Ciência

Chile anuncia instalação de duas fábricas da Sinovac para produção de vacinas

Chile anuncia instalação de duas fábricas da Sinovac para produção de vacinas

Foto de arquivo tirada em 24 de fevereiro de 2021, mostra doses da vacina CoronaVac - AFP/Arquivos

O Chile anunciou nesta quarta-feira (4) a instalação de duas fábricas – uma para preenchimento e envase, e outra para pesquisa de vacinas – do laboratório chinês Sinovac, que produz o imunizante Coronavac, aplicado em grande parte da população chilena.



“Hoje é um dia muito feliz e muito importante para o Chile”, disse o ministro da Saúde, Enrique Paris, na solenidade que confirmou a instalação de uma fábrica de “reabastecimento” de vacinas em Santiago, e outra na cidade de Antofagasta, no norte do país, que será voltada para pesquisa e desenvolvimento.

Com um investimento de 60 milhões de dólares, a previsão é que comecem a operar no primeiro trimestre do próximo ano, para poder exportar vacinas aos demais países da América Latina.

“O Sinovac vem ao Chile para que o principal centro de produção de vacinas para a América Latina fique localizado em nosso país”, disse o reitor da Universidade Católica, Ignacio Sánchez, cuja centro de estudos fez a parceria com o laboratório chinês que permitiu a rápida chegada dessas vacinas.

“A urgência da pandemia requer um trabalho acelerado em termos de fabricação de vacinas”, disse Alexis Kalergis, diretor do Instituto Millennium de Imunologia e Imunoterapia da Universidade Católica.



O ministro da Economia do Chile, Lucas Palacios, disse que o país terá capacidade para produzir cerca de 50 milhões de vacinas por ano, não só da Coronavac, usada para prevenir infecções por coronavírus, mas também para doenças como gripe e hepatite B, entre outras.

O Chile deixou de produzir vacinas há quase duas décadas e, para enfrentar a pandemia do coronavírus, antecipou-se ao negociar contratos que hoje permitem ter pouco mais de 60% da população total vacinada com as duas doses.

Até o momento, o Chile recebeu um total de 29.299.534 doses de vacinas. Destas, quase 20 milhões correspondem à Sinovac e 6.889.350 ao laboratório Pfizer-BioNtech. As demais são da CanSino e da AstraZeneca.

Um estudo de eficácia da vacina elaborado pelo Ministério da Saúde do Chile – divulgado na terça-feira após seis meses do início do programa de vacinação em massa – mostrou uma queda na eficácia para prevenir a infecção sintomática pelo coronavírus das vacinas Coronavac e Pfizer, mas não nas internações, admissão em unidades de terapia intensiva e óbitos.

Com base nessas informações, o Chile estuda aplicar uma terceira dose de reforço em data ainda não anunciada pelas autoridades, ao mesmo tempo em que regista uma queda nos níveis de novas infecções.

Nesta quarta-feira, foram notificados 674 novos infectados e 31 óbitos, totalizando 1.619.183 casos e 35.671 óbitos confirmados desde o primeiro contágio detectado no país, em março de 2020.


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