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Chefe da OMS adverte o Brasil que situação com a covid ‘é muito séria’

Crédito: Arquivo/AFP

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou ao país tomar "medidas agressivas" para conter o novo repique da pandemia do coronavírus. (Crédito: Arquivo/AFP)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu nesta sexta-feira (5) o Brasil que a situação sanitária “é muito séria” e instou ao país tomar “medidas agressivas” para conter o novo repique da pandemia do coronavírus.

“A situação é muito séria e estamos muito preocupados. As medidas sanitárias tomadas pelo Brasil devem ser agressivas, ao mesmo tempo em que avança na vacinação”, disse o chefe da OMS durante coletiva de imprensa.

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“A preocupação não gira apenas em torno do Brasil, mas também dos vizinhos do Brasil, é quase a América Latina como um todo, muitos países, exceto dois mais ou menos”, alertou o diretor da OMS.

“Se o Brasil não levar isso a sério, isso afetará todos os vizinhos e além, então não se trata apenas do Brasil, acho que diz respeito a toda a América Latina”, disse ele.

O diretor da OMS comparou a situação do Brasil com a de outros países onde se observaram “tendências de queda” e disse que no gigante sul-americano a situação era “de alta cima ou simplesmente estável”, por isso Brasília “tem que levar isso muito a sério”.

Com 262.770 mortes por covid-19 (1.800 nas últimas 24 horas), o Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, superado apenas pelos Estados Unidos (520.563 mortes), segundo balanço da AFP baseado em dados oficiais.

Nos últimos dias, o Brasil registrou recordes consecutivos de mortes por covid-19 em um único dia (1.641 na terça, 1.910 na quarta).

O total de casos no país chegou nesta sexta-feira a 10.869.227 (com 75.495 novos contágios nas últimas 24 horas).

Também presente na conferência, Michael Ryan, responsável da OMS pelo programa de resposta a emergências, destacou a importância de não “baixar a guarda em outras áreas”, como no distanciamento físico, se não se quiser que “a esperança proporcionada pela vacina seja desperdiçada”.

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