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Chanceler iemenita alerta que ataques huthis ameaçam esforço de paz

Chanceler iemenita alerta que ataques huthis ameaçam esforço de paz

Rebelde huthi caminha em frente ao Palácio do Governo, em Sana, em 2014 - AFP

O ministro das Relações Exteriores do Iêmen alertou, nesta sexta-feira (11), que os rebeldes huthis poderiam frustrar um renovado esforço diplomático pela paz com ataques visando controlar uma cidade importante antes de discutir qualquer cessar-fogo.

Em uma entrevista à AFP, Ahmed bin Mubarak disse que os mediadores de Omã fizeram progressos em seus esforços para negociar um cessar-fogo, mas solicitou à Europa que mantivesse a pressão sobre os rebeldes.

Bin Mubarak sugeriu que o Irã, a favor dos huthis, apoiou os ataques recentes e afirmou que Teerã deseja usar o Iêmen como moeda de troca para manter a influência nas negociações de política nuclear em Viena.

“Há muita esperança no Iêmen e também desafios”, acrescentou a autoridade de 52 anos, que é ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Abd Rabbo Mansour Hadi desde dezembro de 2020.

O Iêmen foi devastado por uma guerra civil entre o governo, que recebe auxílio de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, e os huthis, apoiados pelo Irã desde 2014, em um conflito que deixou milhões de civis à beira da fome.

No sábado, autoridades de Omã e delegados huthis viajarão para a capital controlada pelos rebeldes, Sanaa, para tentar pressionar por um cessar-fogo. Omã tem vínculos com o Irã e o Ocidente, e atua como mediador.

O governo de Hadi é apoiado por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, que na quinta-feira anunciou que interrompeu os ataques a alvos huthis para abrir caminho para negociações de cessar-fogo.

Os enviados da ONU e dos Estados Unidos ao Iêmen, Martin Griffiths e Tim Lenderking, junto ao ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, se reuniram com os omanis, e os observadores percebem uma possível abertura diplomática.

Mas bin Mubarak, que está na Europa para pressionar por uma linha firme contra os huthis de forma a responsabilizá-los, afirmou que os rebeldes desprezaram o esforço diplomático.

“Os omanis estão desempenhando um papel vital (…) Por esse motivo, acho que eles enviaram sua delegação a Sana para discutir com os líderes políticos huthis”, afirmou à AFP.

No entanto, o chefe da diplomacia iemenita acrescentou: “Não recebemos nenhuma resposta deles. As únicas respostas que recebemos foram apenas dois ataques brutais ocorridos ontem e anteontem”.

De acordo com o governo, em ataques recentes, mísseis huthis e drones carregados com explosivos atingiram alvos civis, incluindo um posto de combustível e um centro de detenção de mulheres.

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