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CEO da Uber diz que empresa fará IPO apesar do mercado instável

Em entrevista Dara Khosrowshahi, disse que o mercado instável não mudará os planos da empresa para entrar no mercado, mas deixou em aberto a data do IPO, que era esperado para o segundo semestre de 2019

Crédito: Claudio Belli

Crédito: Claudio Belli (Crédito: Claudio Belli)

O IPO da Uber é um dos mais esperado dos últimos tempos, com alguns analistas dizendo ser a melhor oportunidade de investimento em 30 anos.

Apesar da animação do mercado em relação a empresa, os resultados de companhias de tecnologia no início deste ano ligaram um sinal de alerta. Apple, Amazon e Samsung tiveram queda no valor de suas ações, além de relatórios terem mostrado queda da venda de smartphones no planeta.

O mundo da tecnologia em geral está apreensivo, porém, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, disse em entrevista para o The Wall Street Journal, que o mercado instável não mudará os planos da empresa para entrar no mercado. No entanto, desmentiu a informação sobre a realização do IPO ainda em 2019, deixando em aberto a data.

“Qualquer companhia que vai abrir seu capital quer fazer isso em um mercado estável e positivo. Nós faremos isso quando estivermos prontos, e torcemos para que o mercado esteja saudável”, disse o CEO. “As boas notícias é que tivemos um bom balanço, então não precisamos realizar o IPO neste ano. Existe um desejo, mas se não acontecer, não aconteceu. Eu ficaria desapontado com isso, assim como nossos acionistas, mas a empresa ficaria bem mesmo assim.”

Anteriormente, Khosrowshahi havia dito que a oferta inicial de ações da empresa aconteceria na segunda metade de 2019. No final de 2018, a Uber chegou a realizar ofertas de seus títulos de dívida que atraiu três vezes mais interessados do que o projetado. Analistas dizem que o aplicativo pode arrecadas até US$ 120 bilhões no IPO.

“As receitas estão crescendo a taxas saudáveis. Vejo a companhia como algo ainda muito muito jovem, que tem um longo caminho pela frente,” explicou o CEO. “Minha esperança é de que ela não fique suscetíveis a ciclos como Apple e Samsung, que são empresas muito bem estabelecidas.”