Economia

CEO da Ricardo Eletro diz que sonegação de imposto aconteceu na gestão passada

Crédito: Reprodução/YouTube

Pedro Bianchi, o atual CEO da Ricardo Eletro: para ele, os atos de sonegação não envolvem os controladores atuais da empresa (Crédito: Reprodução/YouTube)

A prisão do fundador e ex-acionista da Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, pegou a companhia de surpresa, segundo o atual CEO da rede, Pedro Bianchi. Apesar disso, ele, que assumiu a empresa em fevereiro deste ano, disse que vai contratar uma consultoria para apurar a denúncia de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que levou à prisão de Nunes na manhã desta quarta-feira (8).

Segundo o Ministério Público, a empresa sonegou impostos por mais de 10 anos, mas a investigação trata apenas dos anos de 2012 a 2017. A operação “Direto com o Dono” aponta que a Ricardo Eletro sonegava ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), apesar de incluir o tributo no valor dos produtos. São mais de R$ 380 milhões sonegados somente no estado de Minas Gerais, valor que pode ser superior se o levantamento for feito em outros estados onde a empresa opera.

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Por telefone, Pedro Bianchi disse que se houve sonegação e lavagem de dinheiro como apontam as investigações, isso aconteceu na gestão anterior a dele, que está no comando direto da empresa há cinco meses, embora presida o conselho do grupo desde março de 2019. Ele afirmou que a família Nunes não integra mais o conselho da empresa desde 2019.

“Não tem sonegação na gestão atual. Estamos, inclusive, fazendo um acordo com a Justiça de Minas para pagar essa dívida, mas, por conta da pandemia, as negociações pausaram”, comentou Bianchi, indicando, também, que uma apuração interna pode jogar luz sobre o caso.

Em novembro de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como crime a apropriação de ICMS cobrado dos consumidores e não repassados ao Estado. Foi a partir deste momento que o MP de Minas conseguiu a liberação para avançar com o inquérito que levou à prisão de Ricardo Nunes e sua filha, Laura, hoje.

Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta, integrantes do Ministério Público de Minas Gerais disseram que a empresa tem conhecimento desses débitos há algum tempo e que já tentou por diversas vezes pagar o imposto devido. Os investigadores afirmaram que a empresa alternou entre o pagamento e a inadimplência dessas parcelas reiteradas vezes nos últimos meses.

Com os equipamentos apreendidos hoje, a investigação agora vai rastrear como era feita a suposta lavagem de dinheiro de Nunes. Com a Ricardo Eletro em recuperação extrajudicial, uma dívida de quase R$ 3 bilhões e incapacitada de arcar com as pendências judiciais, os bens do fundador da companhia foram sequestrados pela Justiça. São mais de R$ 60 milhões somente em seu nome.

A outra parte foi ocultada em nome de terceiros, através dos familiares de Ricardo e de diversas empresas que compõem o patrimônio familiar. As investigações identificaram, inclusive, uma conta no nome da mãe de Ricardo no Caribe, que será objeto de investigação do Ministério Público e pode integrar a rede de lavagem de dinheiro, segundo o MP.

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