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CEO da Farfetch fala sobre como a pandemia impulsionou as vendas de moda online

Crédito: Divulgação - Farfetch

José Neves considera que a alteração para a compra online de itens de luxo é uma mudança de paradigma que tende a durar mesmo depois da pandemia (Crédito: Divulgação - Farfetch )

A pandemia da covid-19 causou retração na economia pelo mundo inteiro. A expectativa, de acordo com a Bain & Co., era que as vendas globais dos bens de luxo apresentariam queda de 23%, para US$ 258 bilhões, em 2020.

Contrariando as projeções, a Farfetch, plataforma de compras online que fornece acesso a muitas das marcas mais caras do mundo, incluindo Fendi, Gucci, Prada e Thom Browne, superou o desempenho da indústria com a nova disposição dos consumidores de comprar produtos de luxo online.



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De acordo com a Time, a plataforma conquistou 900 mil clientes nos últimos dois trimestres e vendeu um conjunto de joias de ouro avaliado em US$ 1 milhão e tênis colecionáveis ​​por centenas de milhares de dólares.

A publicação avalia que um dos impactos da pandemia é que os ricos estão ficando mais ricos, mas com menos opções para gastar suas fortunas, já que o isolamento social e restrições de deslocamento se espalharam pelo mundo todo. Com isso, há ainda mais renda disponível para alguns itens de luxo e é aí que entra a operação da Fartech.

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José Neves, CEO da Fartech, disse à Time que considera que a mudança para a compra online de itens de luxo é uma mudança de paradigma que tende a durar mesmo depois da pandemia. Para ele, as pessoas ficaram mais confortáveis ​​comprando roupas caras sem experimentá-las.

A tecnologia tem sido uma importante aliada para dar mais confiança nas compras virtuais. Os clientes da Farfetch na China, por exemplo, podem experimentar virtualmente um par de tênis usando algoritmos de geometria 3-D sofisticados, juntamente com redes neurais, que identificam a posição do sapato no espaço e a aplicam ao pés dos usuários.


As vendas online representam cerca de um terço de muitas categorias de varejo, um nível que Neves acredita que o luxo poderia atingir em cinco anos, contra cerca de 12% antes da pandemia.