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Carnaval de rua tenta organizar programação independente em São Paulo

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Desfiles das escolas de samba foi liberado e, apesar do cancelamento do calendário oficial da festa de rua, blocos organizam uma programação independente (Crédito: Arquivo/Agência Brasil )



Com a redução nos casos e morte por Covid-19, o isolamento social foi deixado para trás e, aos poucos, a vida vai voltando ao normal. Ou quase. O Carnaval vai ser fora de época, em abril, mas nada diminui a animação do foliões, que ano passado não puderam comemorar a festa mais popular do país.

Os desfiles das escolas de samba no Anhembi foram liberados e, apesar do cancelamento do calendário oficial da festa de rua, alguns blocos organizam uma programação independente para o feriado de Tiradentes.

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De acordo com a Folha de S.Paulo os organizadores utilizam grupos de mensagens para definir listas de horários e locais dos cortejos, já que não contam com o apoio da prefeitura, que afirma não ter tempo hábil para estruturar os desfiles,




Poucos blocos divulgam abertamente a programação, caso do bloco Feminista, que vai sair na sexta-feira (22) e, para isso, está fazendo uma vaquinha online para arrecadar R$ 7.500, referente ao custo do cortejo.

O bloco do Fuá, por sua vez, deve sair  para tarde de sábado (23), no Bexiga, na região central. O Te Pego no Cantinho está programado para domingo (24), no Butantã, na zona oeste. O Unidos do Swing anunciou cortejo para o mesmo dia na avenida Paulista.

Ainda segundo a Folha de S.Paulo, a divulgação das datas e locais não estão sendo divulgadas nas redes sociais para evitar reações da prefeitura. As informações sobre as festas de rua devem se concentrar em listas de transmissão de WhatsApp.


Em nota, a prefeitura afirmou que “está empenhada em encontrar uma data consensual com tempo hábil para planejar o evento” e reiterou que o Carnaval de rua exige planejamento extenso, o que inclui alterações no trânsito e no transporte público, infraestrutura, policiamento e serviços médicos. “É impossível realizar o Carnaval de rua sem um grande esforço de organização, que garanta a segurança dos participantes e dos foliões”, disse.

Os blocos tentam se cercar juridicamente para evitar sanções do poder público, como dispersões violentas. Recorreram, por exemplo, à Defensoria Pública e também formalizaram pedido para que a prefeitura e o comando da Polícia Militar não usem força para dispersar os blocos que desfilarem durante o feriado de Tiradentes.​

A prefeitura afirmou não ter sido notificada sobre o ofício e não comentou o pedido. A Secretaria de Segurança Pública deu a mesma resposta.






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