Tecnologia

CARIMBOS ELETRÔNICOS

A primeira imagem que vem à cabeça quando se pensa em burocracia são os cartórios. Filas, carimbos e pilhas de papel provocam aversão em muita gente. Contudo, um grupo de tabeliães está investindo para digitalizar e acelerar os processos para a obtenção de documentos. Ainda antes do final do mês, o Tabelionato de Notas e Registro Civil de Curitiba deve enviar seu primeiro documento com validade legal pela rede. Será uma revolução para o setor. Em vez de ir até o cartório e entrar na fila como todo mortal, bastará que o usuário envie um e-mail pedindo a sua certidão de casamento ou qualquer outro documento para o cartório ? formalmente notários e registradores ? e insira um cartão inteligente numa leitora que ficará ao lado de seu computador. Em poucas horas, o órgão enviará uma mensagem eletrônica para o documento solicitado. O pagamento será feito por transferência bancária ou cartão de crédito, como qualquer compra feita na internet. Feito isso, o documento que estará guardado na caixa de e-mails terá validade de um ano e poderá ser utilizado quantas vezes for necessário. ?Em pouco tempo, mais de 120 instituições estarão prontas para prestar esse tipo de serviço na rede?, diz Rogério Portugal Bacellar, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg). A entidade aguarda a liberação dos equipamentos na alfândega para distribuí-los no País.

 



O custo do cartão e da leitora ficará em torno de R$ 600. Mas haverá também uma opção mais barata. O usuário também poderá pagar R$ 100 por um pequeno aparelho que se encaixa atrás do computador e faz as vezes de cartão inteligente. Certidões de casamento, registros de propriedade e outros documentos poderão circular com segurança de um cartório para o outro e de cliente para cliente. ?Alguém de São Paulo que compre uma casa em Pernambuco receberá a escritura do imóvel de um cartório distante pela rede?, afirma Flauzilino Araújo dos Santos, 1o oficial de registro de imóveis de São Paulo. A própria entidade desenvolve a tecnologia e pretende adotá-la em breve. Segundo a Anoreg, 60% dos cartórios nacionais já deverão estar on-line no prazo de um ano e poderão trocar arquivos entre si com segurança. ?A internet será a alforria da nossa atual condição?, diz o tabelião Paulo Roberto Ferreira, do 26° Tabelionato de Notas em São Paulo. Ferreira é um dos dez sócios da Digitrust, uma união de 10 tabeliães que aguarda a autorização do Poder Judiciário para começar a vender serviços. ?Serei eficiente como nunca fui.?



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