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Canadá culpa Irã por ‘desprezo com a vida humana’ durante queda de um Boeing no ano passado

Canadá culpa Irã por ‘desprezo com a vida humana’ durante queda de um Boeing no ano passado

Fotografia tirada e publicada em 11 de janeiro de 2020, pelo Conselho de Segurança Nacional e Defensa da Ucrânia, que mostra pessoas analisando fragmentos de avião ucraniano derrubado - National Security and Defense Council of Ukraine/AFP

Os disparos de mísseis iranianos que derrubaram um Boeing ucraniano no ano passado foi o resultado de uma mistura de imprudência, incompetência e desprezo pela vida humana por parte de Teerã, segundo relatório oficial de especialistas canadenses publicado nesta quinta-feira (24), que no entanto não encontrou nenhuma evidência que o ataque foi premeditado.

O voo PS752 da Ukraine International Airlines (UIA), que voava de Teerã a Kiev, caiu em 8 de janeiro de 2020 logo após a decolagem, com 176 pessoas a bordo, incluindo 55 cidadãos canadenses e 30 residentes permanentes. Três dias depois, as forças armadas iranianas admitiram ter derrubado o avião “por engano”.

O relatório reconhece que os peritos, que examinaram todos os detalhes disponíveis, “não encontraram evidências de que a queda do voo PS752 foi premeditada”.

“Dito isso, o Irã não foi poupado de forma alguma”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Marc Garneau, em entrevista coletiva.



“(O país) É totalmente responsável pelo que aconteceu por causa de uma combinação de incompetência, falta de responsabilidade, falha total do seu sistema de comando e controle, uma falha total em avaliar adequadamente o risco, erro total no fechamento do espaço aéreo e em nem mesmo em ter se incomodado em informar aos aviões que decolavam que esses se encontravam em um ambiente de risco, já que baterias de mísseis tinham sido instaladas nas proximidades do aeroporto”, acrescentou.

Na noite da tragédia, as defesas aéreas iranianas estavam em alerta máximo, pois o Irã acabara de atingir uma base usada pelos militares americanos no Iraque, em resposta ao ataque de drones feito pelos EUA cinco dias antes em Bagdá que matou o general iraniano Qasem Soleimani, responsável pela estratégia regional do Irã.

“O relatório destaca a imprudência, incompetência e desprezo gratuito pela vida humana por parte das autoridades”, afirmou Garneau, acrescentando que o Irã tentou encobrir suas ações destruindo o local do acidente e “fornecendo apenas um relato enganoso e superficial do ocorrido”.

“Os fatos são claros, o Irã é responsável pela morte de 176 inocentes”, finalizou.

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