Dinheiro em Ação

Calote corporativo preocupa Itaú

Destaque no pregão

Roberto Setubal
Foto: Masao Goto Filho / Ag. Istoé

A preocupação com inadimplência em títulos corporativos fez o Itaú Unibanco mudar a forma de divulgar resultados. Ele passou a incluir sua projeção para as perdas com esses papéis, conhecidas como impairment. O banco prevê que esse número fique entre R$ 12,5 bilhões e R$ 15 bilhões em 2017.

Não é por acaso. A baixa de R$ 1,255 bilhão em créditos corporativos, como debêntures, e o aumento dos impostos, reduziram em 2,7% o lucro líquido no quarto trimestre, que caiu para R$ 5,5 bilhões. No acumulado do ano, o lucro líquido consolidado foi de R$ 21,6 bilhões, queda de 7,4% ante 2015. “Tivemos cerca de dez episódios de inadimplência”, diz Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, na apresentação de resultados na terça-feira 7.

O executivo, que não detalhou quais empresas não honraram seus compromissos, disse que o impairment não afeta as provisões, como acontece em atrasos de pagamentos de empréstimos, mas pode reduzir a margem financeira. No segundo trimestre, o banco havia registrado R$ 539 milhões em impairment.

Palavra do analista:
Para o time de analistas da consultoria Eleven Financial, os resultados consistentes e o retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE), de 19,8%, o maior do setor, abrem espaço para valorização adicional das ações



 

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Seguros

Tesouraria: um porto já não tão seguro

Fábio Luchetti
Foto: Divulgação

Com lucro líquido de R$ 301,6 milhões no quarto trimestre de 2016, a receita da seguradora Porto Seguro, comandada por Fábio Luchetti, cresceu 0,5% para R$ 4,18 bilhões. No entanto, as despesas cresceram 1%, para R$ 4,172 bilhões, e a receita financeira líquida caiu 11,6%, para R$ 270,6 milhões. Segundo a empresa, essa queda refletiu os retornos dos ativos de renda fixa e variável. No ano, as ações recuam 3,6%.

 

Touro x Urso

DIN1005-emacao4O volume médio diário da Bolsa, até a quinta-feira 9, foi de R$ 5,9 bilhões, uma alta de 15,6% em relação à semana anterior. O avanço foi causado, dentre outros fatores, pelo IPO da Movida. Ainda assim, o movimento continua inferior aos R$ 6,6 bilhões em cada pregão de 2016. O recorde de volume foi registrado em 2013, quando o giro diário foi de R$ 6,58 bilhões.

 

Celulose

Suzano reverte resultados e volta ao azul

O cenário mais adverso fez com que a Suzano registrasse prejuízo líquido de R$ 440 milhões no quarto trimestre. Os três aumentos de US$ 20 no preço da tonelada da celulose vendida à China, aplicados em setembro, novembro e dezembro, aliados aos maiores volumes de venda e redução de custos, impulsionaram o lucro de R$ 1,69 bilhão no ano passado. A companhia registrou um prejuízo de R$ 925,4 milhões em 2015.

 

Papéis avulsos

Renner melhora rentabilidade

José Galló
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

No quarto trimestre, a Renner melhorou seu faturamento e conseguiu ampliar bastante seu lucro. As vendas cresceram 4,5%, de R$ 1,84 bilhão no quarto trimestre de 2015 para R$ 1,92 bilhão em 2016. O lucro, porém, avançou 19,2% nesse período, subindo de R$ 251 milhões para cerca de R$ 300 milhões. No ano, o lucro subiu 8% para R$ 625 milhões, ante os R$ 579 milhões DIN1005-emacao6em 2015. No trimestre, a companhia presidida por José Galló continuou investindo. Foram R$ 160 milhões na expansão, ante R$ 186 milhões do mesmo período de 2015. Nos últimos três meses do ano, a empresa inaugurou 26 lojas, sendo dez da Renner, nove da rede de presentes Camicado e sete da rede de moda jovem Youcom.

 

Bancos

Lucro do Banco ABC cresce 10,5%

Anis Chacur Neto
Foto: Luciana Prezia

O lucro líquido recorrente do Banco ABC encerrou o quarto trimestre com alta de 2,9% em comparação a 2015, em R$ 108,5 milhões. No ano, a alta foi de 10,5%, totalizando R$ 411 milhões. O desempenho anual do banco comandado por Anis Chacur Neto deveu-se ao aumento de 3,8% da margem financeira, ao crescimento de 18,8% do patrimônio líquido remunerado a CDI, à alta de 10,5% da margem financeira com clientes, e ao incremento de 19,4% das receitas de prestação de serviços. Com saldo de R$ 22,7 bilhões, a carteira de crédito expandida aumentou 5,4% no ano.

 

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Mercado em números

ENERGIA
R$ 13,9 bilhões – É o valor dos subsídios às empresas do setor elétrico neste ano, redução de 23,46% sobre 2016, por conta de menores indenizações às concessões e da redução do uso de termelétricas

DURATEX
R$ 25,2 milhões – Foi o lucro líquido da fabricante de painéis de madeira no quarto trimestre, uma queda de 53,6% na comparação anual

VALE
US$ 1 bilhão – Foi o quanto a mineradora captou com a reabertura de sua oferta de bônus da subsidiária Vale Overseas. O título pagará juros de 6,250% ano e vence em 2026

SANEPAR
14% – Foi a alta no lucro líquido da companhia de saneamento do Paraná, que encerrou dezembro com ganhos de R$ 158 milhões

COPEL
7,1% – Foi a queda na venda de energia elétrica pela Copel-D, subsidiária da companhia paranaense, em 2016. Ela faturou 22.328 gigawatts-hora

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