A Caixa Econômica Federal e a francesa CNP Assurances adiaram, de hoje para a próxima segunda-feira, dia 22, do contrato para a constituição de uma nova joint venture em seguros. Alguns pontos ainda estão em aberto, tais como questões relacionadas à estrutura societária da nova parceria e também de ordem fiscal. Atual sócia da Caixa Seguros, a CNP negocia uma parceria para atuar nos ramos de seguro de vida, prestamista e previdência privada.

Candidatos
Já o prazo para interessados em fazer uma oferta não-vinculante pelas demais áreas de seguros da Caixa não incluídas no negócio com a CNP foi mantido e termina hoje. Em jogo, estão duas sociedades: uma com foco em seguro habitacional e consórcio e outra de automóvel, rural, residencial e patrimonial, além do ramo de capitalização. No auto, são esperados players como a local SulAmérica, a suíça Zurich, a japonesa Tokio Marine e ainda as alemãs Allianz e HDI. A CNP também deve disputar os demais ramos que não estão contemplados na nova joint venture com a Caixa. No automóvel, a francesa considera fazer uma parceria com a SulAmérica na segunda fase da disputa, ou seja, quando ocorrem as ofertas vinculantes. Já no imobiliário, joia da coroa da Caixa, a CNP deve concorrer sozinha.

Sem chance
Uma das candidatas esperadas e que já teria decidido ficar de fora da disputa do balcão de seguros da Caixa é a norte-americana Chubb. A companhia fez importantes aquisições no Brasil. Primeiro, ainda como Ace, comprou a carteira corporativa do Itaú Unibanco. Na sequência, a Ace teve sua operação global adquirida pela Chubb. Questões de compliance e a complexidade de ter um sócio estatal pesaram para as seguradoras locais conseguirem aval de suas matrizes para seguir na disputa pelo balcão de seguros da Caixa. Procurados, a Caixa, a sua seguradora e a CNP não comentaram.