Agronegócio

Café arábica cai quase 3% na ICE após chuvas no Brasil; açúcar avança

Café arábica cai quase 3% na ICE após chuvas no Brasil; açúcar avança

Grãos de café venezuelanos em Caracas, na Venezuela.

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica na ICE caíram quase 3% nesta sexta-feira, uma vez que chuvas abundantes nas áreas produtoras de café no Brasil estão melhorando as perspectivas para a safra do próximo ano.



Os futuros do açúcar bruto se recuperaram das mínimas de duas semanas atingidas na sessão anterior, em meio à melhora do sentimento nos mercados financeiros mais amplos. [MKTS/GLOB]

CAFÉ

* O café arábica para dezembro fechou em queda de 5,85 centavos de dólar, ou 2,8%, a 2,034 dólares por libra-peso, tendo atingido 2,1515 dólares na terça-feira, pouco abaixo do pico de sete anos de 2,1520 dólares.

* Os operadores disseram que a precipitação acumulada nas áreas de cultivo de café no Brasil é maior do que a média para outubro, o que pode aumentar as perspectivas para a safra do próximo ano, que até agora parecia sombria depois de secas e geadas.



* “É quase um consenso que as florações foram maiores do que o esperado. Não é uma surpresa com tamanha quantidade de chuvas, mas a surpresa vem de florações em áreas de geada onde alguns diriam que isso não aconteceria”, disse um corretor com sede no Brasil.

* “As chuvas estão caindo agora (no Brasil), talvez seja melhor do que o esperado”, disse Ben Clarkson, chefe da plataforma de café da Louis Dreyfus durante a conferência organizada pela Swiss Coffee Trade Association.

* O café robusta para janeiro caiu 24 dólares, ou 1,1%, em 2.121 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para março fechou em alta de 0,21 centavo de dólar, ou 1,1%, em 19,80 centavos de dólar por libra-peso, tendo tocado a mínima desde o fim de setembro a 19,48 centavos na quinta-feira.

* Um mercado financeiro mais positivo elevou diversas commodities nesta sexta-feira.

* Um operador também citou relatórios do Centro de Previsão do Clima de que as condições do La Niña se desenvolveram e devem continuar até o inverno.

* “Grupos de usinas brasileiras certamente estão observando isso depois do ano que viram na última temporada. O desenvolvimento do La Niña não é garantia de que a cana-de-açúcar brasileira sofrerá, mas também pode trazer mais chuvas para Índia e Tailândia”, disse ele.

* O açúcar branco para dezembro avançou 7,10 dólares, ou 1,4%, para 520,00 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)

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