Cadê o número que tava aqui?

Cadê o número que tava aqui?

Para não quebrar a rotina, o governo Bolsonavírus protagonizou mais um episódio patético em escala global. No início da semana, a página com os números atualizados de contaminados e mortos por coronavírus no Brasil sumiu do site do Ministério da Saúde. O órgão alegou problemas técnicos. Quando voltou ao ar, a página não mostrava os números consolidados, como vinha fazendo e como é de praxe em todos os países democráticos do planeta. Na página, apareciam apenas os números daquele dia, como se a pandemia estivesse começado 24 horas antes. Era uma estratégia do governo para maquiar os dados reais e, com isso, passar a ideia de que a situação não é tão grave assim – na quarta-feira (10), o Brasil já tinha quase 40 mil mortos e cerca de 750 mil casos confirmados. A reação de várias entidades foi imediata. A Defensoria Pública da União (DPU) exigiu, na Justiça, que o governo federal voltasse a publicar os números na íntegra. A Sociedade Brasileira de Infectologia também se manifestou contrária. A imprensa estrangeira, mais uma vez, repercutiu o papelão. O jornal britânico The Guardian falou em “totalitarismo e censura”. O americano The Washington Post, por sua vez, citou o “desacordo sobre dados” e chamou o presidente do Brasil de “direitista populista”. Até onde se sabe, apenas outros dois países têm omitido os dados oficiais da Covid-19: Coréia do Norte e Venezuela. Duas ditaduras. A coisa chegou ao ponto de o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenar que o governo voltasse a publicar os dados consolidados de infectados e vítimas fatais no País. Só assim, o Bolsonavírus baixou a bola e, como todo garoto levado, obedeceu. Contrariado. Mas obedeceu.

Larry Kudlow diz que economia dos EUA pode ter atingido ponto de virada

Caso as previsões se confirmem, a notícia é excelente. Larry Kudlow, assessor econômico da Casa Branca, disse na quarta-feira (10) que a economia dos Estados Unidos, a maior do planeta, parece ter atingido um ponto de virada, após a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O PIB no primeiro trimestre caiu 5%. “O mercado de ações está dando presságios da volta por cima da economia”, disse em entrevista à CNBC. Além da recuperação do preço dos papeis das empresas, o relatório de empregos, divulgado na sexta-feira (5), mostrou uma queda inesperada na taxa de desemprego em maio. Em abril 20,5 milhões de vagas haviam sido cortadas. Kudlow disse que espera que os próximos indicadores, de junho e julho, também tragam dados positivos sobre o emprego. Apesar dos sinais animadores, a Casa Branca e o Congresso continuam discutindo outra rodada de financiamento para impulsionar a recuperação econômica. “Ninguém está satisfeito com o aumento de US$ 600”, disse, referindo-se ao valor adicional acrescentado aos auxílios-desemprego, que devem expirar no próximo mês. Alguns conservadores disseram que a quantia é muito alta. Kudlow afirmou ainda que analisam “com muito cuidado” um tipo de bônus de retorno às atividades para os trabalhadores.

Vendas on-line de lojas sobem 155%

O comércio digital segue forte na pandemia. Pesquisa da Synapcom, especialista na oferta de soluções full commerce, constatou crescimento de 155%, considerando diversos setores, nas vendas on-line de lojas do Brasil em maio, na comparação com o mesmo mês de 2019. Segundo os dados, as vendas nas lojas estão em alta desde o início deste ano, mas cresceram ainda mais com a crise do coronavírus. Nos meses de janeiro e fevereiro, por exemplo – antes de a OMS declarar a pandemia –, a alta nas vendas on-line tinha ficado na casa dos 17%. O setor de melhor desempenho foi o de alimentos e bebidas. Confira:

Alta MULTISSETORIAL

Divulgação

(dados de maio, em relação ao mesmo mês de 2019)

Importações da China atingem menor nível em quatro anos

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Afetadas pela pandemia, tanto as exportações quanto as importações da China registraram quedas em maio, em relação ao mesmo período do ano passado. No caso das exportações, a baixa não chegou a ser alarmante: 3,3%. O grande problema foi verificado nas importações. A segunda maior economia do mundo sofreu queda bem mais acentuada do que o mercado esperava, registrando um tombo de 16,7% – os analistas aguardavam uma redução de 9,7%. É o maior baque verificado nas importações do gigante asiático desde janeiro 2016. Segundo especialistas, as exportações se beneficiaram do mercado da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e da depreciação do câmbio, enquanto as importações foram afetadas por demanda doméstica insuficiente e queda nos preços de commodities. A diferença entre o que a China comprou e vendeu gerou um superávit comercial recorde, de quase US$ 63 bilhões em maio. Desde 1981, o país não tinha superávit comercial tão elevado.

Petróleo sofre com a pandemia

Divulgação Petrobras

Gigante global de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, a Accenture acaba de concluir um estudo sobre os impactos do coronavírus no setor de óleo e gás. A pesquisa mostra que os danos da pandemia sobre o petróleo podem ser ainda maiores do que se imaginava. Segundo a companhia, que é a maior do mundo em consultoria, a pandemia pode causar uma queda na demanda por petróleo de até 18 milhões de barris por dia, além do que o mercado já esperava. Intitulado The one-two punch for oil markets, o estudo destaca, ainda, que há mais de dez anos o setor não registrava queda tão brusca. Há, ainda, um agravante observado pela pesquisa. Se confirmados os planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Arábia Saudita em ampliar a oferta de petróleo, justamente quando a economia global se prepara para uma contração, esse impacto negativo poderá durar até 2021.

Solidariedade contra o coronavírus

O cenário de crise global tem levado empresas e pessoas físicas a atitudes louváveis, com gestos que vão desde engajamento social a pomposas contribuições financeiras na luta contra o coronavírus. No Brasil, o Monitor das Doações Covid-19 contabiliza contribuições feitas por companhias privadas, instituições públicas e cidadãos comuns. Até o início da segunda semana deste mês, pouco mais de R$ 5,5 bilhões já haviam sido doados por cerca de 310 pessoas físicas e jurídicas. Até agora, a maior doação foi feita pelo Itaú, que destinou R$ 1,2 bilhão em ações de combate à pandemia. Na sequência do top 5 aparecem Vale, JBS, Cogna e Ambev. De acordo com o site do Monitor, “o objetivo é consolidar e conhecer os números das doações realizadas em razão do coronavírus, promovê-las e inspirar mais doações”. Os dados são atutalizados diariamente, pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR).

NÚMEROS

84% Foi o tamanho do tombo sofrido pela produção de veículos no Brasil no mês passado, em relação a maio de 2019, em consequência da crise do coronavírus. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículo Automotores (Anfavea).

60 milhões É a quantidade de tralhadores considerados vulneráveis na pandemia – como autônomos, informais e microempreendedores – que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal, até a primeira semana deste mês.

19% Foi a alta registrada no Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), saltando dos 34,7 pontos de maio para 41,2 pontos este mês. Elaborado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), o estudo mostra queda no pessimismo do empresariado em relação à recuperação da economia nacional pós-Covid-19.

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