Dinheiro em Ação

Cade impõe limites à fusão Localiza e Unidas

Cade impõe limites à fusão Localiza e Unidas

O Cade recomendou, na segunda-feira (6), a adoção de “remédios concorrenciais” para aprovar a fusão entre Localiza e a Unidas, devido ao tamanho da nova empresa, que teria 70% do mercado de locação de veículos. A Localiza, comandada por Bruno Lasansky, é a líder do setor no Brasil. E a Unidas tem um acordo de não concorrência com a americana Vanguard Car Rental. Dona de marcas como Alamo, Enterprise e National, a Vanguard está impedida de atuar no Brasil enquanto valer o acordo. Diante disso, o Cade deve impor limites para a aprovação da fusão, incluindo um Acordo em Controle de Concentração. O Cade tem, agora, um prazo de 240 dias para decidir, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

ALUMÍNIO
CBA dispara após golpe na Guiné

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) fecharam em alta de 5,5% na segunda-feira (6), depois de subir 9% durante o pregão. As cotações do alumínio dispararam na Bolsa de Londres e chegaram a quase US$ 2,8 mil por tonelada, um dos patamares mais altos da história e maior nível em dez anos. O motivo foi um golpe militar na Guiné, maior produtor mundial de bauxita, matéria prima do alumínio. O pais africano, antiga Guiné Francesa, exporta mais de 62 milhões de toneladas por ano. O segundo lugar é da Austrália, com 38 milhões.

SEGUROS
Porto Seguro aumenta capital 

O Conselho de Administração da Porto Seguro aprovou proposta de aumento de capital de R$ 4 bilhões, mediante uma bonificação de ações na proporção um para um. A operação contábil, anunciada na sexta-feira (3), incorpora uma parte da reserva de lucros no seu capital social. O patrimônio líquido da seguradora permanece inalterado, assim como a participação proporcional de cada acionista. A operação não gera valor explícito e não há captações. O benefício é o possível aumento da liquidez nas ações. A proposta será avaliada pelos acionistas.

ENERGIA
Bradesco investe na Compass

A Compass, holding de negócios de gás da Cosan, deve receber aporte de R$ 1,44 bilhão liderado pelo Bradesco. O banco investirá cerca de R$ 800 milhões para deter 4% da companhia, enquanto o restante será aportado pela Brasil Capital, Prisma Capital e Núcleo Capital. A captação terá mesma avaliação da rodada de maio, quando a gestora Atmos investiu R$ 810 milhões na Compass, avaliando a empresa em R$ 16,5 bilhões. A Compass é uma das maiores companhias de gás natural do País, tendo no portfólio a Comgás, que atende mais de 2,1 milhões de clientes em São Paulo.

MOBILIDADE
CCR pode investir em Cumbica

A Invepar retomou as buscas por um investidor para o Aeroporto de Guarulhos. Para isso, o banco Goldman Sachs já começou a prospectar interessados em fazer um aporte acima de R$ 1 bilhão. A gestora de hedge funds Farallon e a CCR estariam avaliando a possibilidade de investimento. A concessão vai até 2032 e é controlada pela Invepar, com 51% das ações, e pela Infraero, com 49%. A CCR possui a concessão da Dutra e a Farallon assumiu por um período a Rota das Bandeiras, que era da Odebrecht. A gestora também tinha participação na Invepar, mas vendeu para o fundo árabe Mubadala no início do ano.

DESTAQUE NO PREGÃO
Novo ciclo na Eneva

A crise hídrica que eleva os preços da energia elétrica tem beneficiado a geradora Eneva. Neste ano, ela registrou aumentos sucessivos no despacho térmico devido à falta de chuvas. Em setembro, a companhia anunciou que fará nova prospecção de gás natural na Amazônia, para aumentar as reservas na região. Os investimentos devem chegar a R$ 120 milhões. Além da exploração, a Eneva planeja construir novas térmicas para entrar nos próximos leilões, vendendo a energia através de contratos de longo prazo. Para a próxima licitação, em dezembro, ela deve cadastrar a térmica do campo de Azulão, na Bacia do Amazonas.

TELEFONIA
Contestações à venda da Oi

Operadoras independentes de telefonia estão questionando a venda da Oi Móvel pela Oi para a aliança entre a Vivo, Tim e Claro. Elas pedem condições mais favoráveis para uma competição equilibrada no mercado de telefonia móvel. As companhias de menor porte buscam, inicialmente, o cancelamento da aquisição pelas rivais Vivo, Tim e Claro, que se juntaram para adquirir a quarta operadora móvel do setor. Caso não funcione, a segunda estratégia passa a ser por ganho de força, fatiando o espectro móvel da Oi. Ou seja, faixas de frequência sobre as quais podem estender redes de celulares.