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“Cada país precisa buscar sua vocação. O Brasil é o celeiro do mundo”, diz o CEO da Tereos no Brasil

No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, diretor de redação da ISTOÉ DINHEIRO, recebe Jacyr Costa Filho, CEO da Tereos no Brasil. O grupo francês é o segundo maior produtor de açúcar do mundo, com 5,3 milhões de toneladas por ano; produziu 1 bilhão de litros de etanol no ano passado, conta com 49 unidades industriais e 22 mil funcionários espalhados por quatro continentes. Não à toa, faturou 5 bilhões de euros em 2017. E a operação brasileira foi crucial para isso. “O País é estratégico para o grupo, representa cerca de 24% do faturamento global”, diz Costa Filho.

Neste quarto bloco (acima), ele fala que cada país tem de buscar a sua vocação. De acordo com o executivo, inegavelmente, a vocação dos Estados Unidos é a tecnologia, a da China é manufatura, a da Índia é serviços e o Brasil é o celeiro do mundo. “O Brasil tem clima favorável; conseguimos fazer até três safras por ano, enquanto na América do Norte tem apenas uma safra; temos terra; tecnologia e gente capacitada”, afirma.

BLOCO 3

O executivo fala sobre o RenovaBio. De acordo com o executivo, o programa visa que o Brasil cumpra o acordo do clima, mitigando suas emissões. Para isso, vai usar tecnologia que já tem, ou seja, os biocombustíveis. “O RenovaBio irá impactar não só a economia nacional, mas o Brasil”, afirma. Costa Filho conta que, a partir de 2010, a Tereos fez um grande investimento em bioenergia. “Percebemos que a eletricidade poderia ser um terceiro produto importante para manter o nível de remuneração da companhia”, diz.

BLOCO 2

Costa Filho fala sobre tecnologia no campo. De acordo com o executivo, o setor tem avançado bastante no Brasil. “O setor migrou rapidamente para a mecanização. Hoje, principalmente no Estado de São Paulo, o corte da cana é quase 100% feito de maneira mecânica”, diz. Na avaliação do executivo, a transição para a mecanização do corte de cana trouxe uma grande mudança na gestão das empresas e aumentou a produtuvidade. “O uso de drones ajuda na localização rápida de problemas na lavoura. E também usamos tecnologia para o desenvolvimento de novas variedades de cana”, afirma.

BLOCO 1

O executivo conta que, no final da década de 1990, a Tereos resolveu dar um grande passo e investir no Brasil. “A Tereos foi o primeiro grupo estrangeiro a entrar no setor sucroenergético no País, através de uma joint-venture com o grupo Cosan”, afirma. De acordo com o executivo, a produção nacional foi ganhando cada vez mais relevância para o grupo e também para o setor. “Hoje, de cada duas toneladas de açúcar comercializados no mundo, uma vem do Brasil”, destaca.