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Burger King enfrenta dificuldades para sair da Rússia

Crédito: REUTERS/Evgenia Novozhenina

Entregadores de comida do lado de fora de uma unidade do Burger King em Moscou (Crédito: REUTERS/Evgenia Novozhenina)



Por Hilary Russ

NOVA YORK (Reuters) – Por pelo menos uma década, a fórmula do Burger King para a expansão europeia se baseou em joint ventures que incluem um franqueado master responsável por abrir e operar novas lojas.

Mas agora a cadeia de fast food tem um grande problema na Rússia. Não consegue vender sua parte na parceria ou obrigar o fechamento de 800 franquias como resposta ao movimento de empresas do Ocidente de sair da Rússia após a invasão da Ucrânia em fevereiro.

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O Burger King interrompeu o suporte corporativo para lojas na Rússia em março. A empresa controladora da marca, a canadense Restaurant Brands International (RBI), disse em março que estava tentando vender sua participação na joint venture.

No entanto, as atuais sanções dos países ocidentais contra a Rússia limitam drasticamente a escolha de possíveis compradores para sua participação na joint venture, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Parte do problema, disseram advogados nesta semana, é a complexidade do contrato de franquia master no estilo de joint venture, que permite ao Burger King lucrar com as vendas sem o risco de usar seu próprio capital.


Ao contrário da rival McDonald’s, que detém a grande maioria de suas lojas na Rússia, a controladora canadense do Burger King não possui nenhuma das lojas da marca na Rússia.

De acordo com uma carta do presidente da RBI International, David Shear, aos funcionários divulgada em 17 de março, a companhia detém uma participação de 15% no Burger King Russia, a joint venture que controla os negócios da empresa no país.

Entre os parceiros adicionais estão o banco estatal russo VTB, que foi sancionado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, e a empresa ucraniana de private equity e gestão de ativos Investment Capital Ukraine (ICU), disse Shear na carta.

Alexander Kolobov, franqueado master do Burger King na Rússia, possui 30% da joint venture, disse Kolobov à Reuters por email em março.

O RBI culpa Kolobov por se recusar a fechar as lojas, de acordo com Shear. Mas Kolobov disse à Reuters na época que nunca teve controle operacional total e não tem autoridade para fechar os pontos de venda sem o acordo de todos os parceiros da joint venture.

Um porta-voz de Kolobov não comentou se ele mantém negociações para comprar a participação da RBI na joint venture. O VTB não pode ser contatado.

“Os franqueados na Rússia não são os que estão em guerra com a Ucrânia. Os clientes que vão a essas lojas não são os que estão em guerra”, disse Beata Kraukus, advogada de franquias em Chicago.

A controladora do Burger King e outras empresas sediadas nos Estados Unidos em breve estarão sujeitas a uma nova regra imposta pelo governo de Joe Biden e que entra em vigor em 7 de junho. A norma limita a capacidade das empresas de fornecerem “serviços de consultoria de gestão” a qualquer pessoa na Rússia.

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