Dinheiro em Ação

BRF observa potencial oportunidade no mercado chinês

Crédito:  Pedro Ladeira

Em sua teleconferência de resultados referente ao quarto trimestre de 2019, a BRF esclareceu que não sentiu nenhum impacto do coronavírus até agora. A empresa reforçou que possui relacionamento de longo prazo com as empresas de logística que a atendem na China e está confiante quanto à sua capacidade de lidar com qualquer disrupção na cadeia produtiva. “Inclusive, a BRF entende que o surto poderia representar uma potencial oportunidade, uma vez que o governo chinês proibiu a comercialização de animais selvagens para consumo humano, e tal medida poderia estimular ainda mais a demanda por carne de procedência segura, como a da BRF”, diz a XP Investimentos, em relatório. Ainda sobre as diferentes doenças que afetam o setor de frigoríficos, a BRF reforçou que os impactos da peste suína africana devem seguir relevantes pelos próximos anos, se tratando de um problema estrutural que deve continuar impulsionando a demanda por importação de proteínas. “A restrição de importação de frango polonês imposta pela Arábia Saudita por causa da gripe aviária, por exemplo, poderia gerar uma redução na oferta no país que representaria uma oportunidade para a BRF”, afirma a XP. Em 2019, a BRF registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão em suas operações continuadas, após prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2018.

COMBUSTÍVEIS
BR Distribuidora reestrutura prazo de dívida para 3,4 anos

A BR Distribuidora informou ao mercado que concluiu as negociações para adequação de perfil de dívida, captando aproximadamente R$3,5 bilhões. Com a operação, o prazo médio de dívida aumentou de um ano para 3,4 anos. Segundo a companhia, o objetivo, além de estender o prazo médio, é diversificar sua lista de credores e instrumentos. “A reestruturação da dívida eleva a segurança financeira da empresa, tanto em diversificação, quanto em credores”, diz a Guide Investimentos, em relatório.

ATACADO
Assaí alcança marca de 1 milhão de clientes com o cartão Passaí

O Assaí Atacadista, rede que pertence ao Grupo Pão de Açúcar (GPA), anunciou a marca de 1 milhão de cartões Passaí emitidos. O cartão foi lançado em 2017 e permite com que os consumidores, ao comprarem a partir de uma unidade, paguem preços de atacado. O Passai já representa 10% das vendas em algumas unidades. Em 2019, foram emitidos mais de 430 mil cartões de crédito da marca. “Com cartão de fidelidade, a rede conseguiu engajar mais seus consumidores”, afirma a Guide Investimentos, em relatório.

DESTAQUE NO PREGÃO
Ação do IRB Brasil desvaloriza 31,96%, a maior perda do Ibovespa 

Divulgação

O papel IRB Brasil Re ON registrou na última quarta-feira 4, a maior perda de valor do Ibovespa, com queda de 31,96%, para R$ 19,05 no mercado à vista. O tombo ocorreu após a Berkshire Hathaway, do mega investidor Warren Buffet, divulgar comunicado em que nega ter qualquer participação societária no IRB. “A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista e não tem intenção de se tornar um acionista do IRB”, diz a nota da Berkshire, em resposta a teleconferência do IRB realizada na segunda-feira 3. Em relatório, a casa de análise independente Levante avaliou o “impacto bastante negativo” para as ações da resseguradora com o episódio.

DISTRIBUIDORAS
Ultrapar adota projeção mais realista 

Em fato relevante divulgado ao mercado, a Ultrapar divulgou suas projeções para 2020. No caso da distribuidora de combustíveis Ipiranga, a companhia prevê um lucro antes de impostos, taxas, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,7 bilhões, próximo aos R$ 2,41 bilhões registrados em 2019. Já no caso da petroquímica Oxiteno, a Ultrapar estima um EBITDA entre R$300 e R$360 milhões, acima dos R$215 milhões registrados em 2019. Em relatório, a XP considerou as projeções “realistas”, tendo em vista os desafios do mercado.

PAGAMENTOS
Lucro líquido da Stone dispara 163,5%

A brasileira Stone – listada na Nasdaq, em Nova York – registrou um lucro líquido de R$ 804,2 milhões no exercício fiscal de 2019, representando uma alta de 163,5% em relação ao ano anterior. As receitas totais alcançaram R$ 2,576 bilhões no ano passado, uma alta de 63,1% em relação a 2018. Paralelamente, a empresa somou 226 mil novos clientes ao longo de 2019, totalizando 495,1 mil que, juntos, transacionaram R$ 129,1 bilhões em pagamentos, um crescimento anual de 54,8%. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 264 milhões, alta de 107,7%.