Dinheiro em Ação

BRF e Minerva sobem com rumor de fusão

BRF e Minerva sobem com rumor de fusão

Papéis avulsos

A semana foi movimentada para as ações de empresas de proteína animal na B3. Na segunda-feira 4, os papéis da BRF subiram mais de 4% devido a rumores não confirmados de que a companhia poderia fundir suas operações com as da Minerva. Segundo analistas de mercado, a empresa presidida por Fernando Galletti de Queiroz estaria buscando até US$ 3 bilhões junto a investidores internacionais. O dinheiro seria usado para capitalizar a BRF e sustentaria uma fusão entre as duas companhias. O grupo ligado à Minerva poderia concluir esse processo com cerca de 30% da empresa resultante. As duas empresas negaram formalmente, por meio de comunicados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que estejam negociando uma fusão. Não foi a única notícia a movimentar o setor. Na terça-feira 5, a Marfrig anunciou a conclusão do processo de aquisição do frigorífico americano National Beef. As ações subiram 1,3% e, no ano, acumulam uma alta de 10,3%.

 

Bancos

Carf mantém multa de R$ 2,7 bilhões ao Itaú

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu contra o Itaú Unibanco em uma disputa fiscal de R$ 2,7 bilhões. Segundo o Fisco, a fusão entre Itaú e Unibanco, realizada há dez anos, teria gerado ganho de capital para os acionistas. O banco recorreu, a disputa foi a julgamento e a decisão do Conselho foi anunciada na quarta-feira 6. Em nota, o Itaú afirmou que vai recorrer da decisão e que a autuação da Receita “baseou-se em teses tributárias que carecem de suporte jurídico, por inexistência de fato gerador do imposto”.

 

Mercados

B3 avança para a China

A B3, empresa resultante da fusão entre BM&FBovespa e Cetip e presidida por Gilson Finkelsztain, anunciou acordo com uma subsidiária da Bolsa de Xangai. A China Investment Information Services vai distribuir informações sobre o mercado brasileiro para os chineses. Os investidores da China têm sido bastante ativos no Brasil. No entanto, a maior parte das aplicações foi na forma de investimento direto. A parceria deverá direcionar parte dos US$ 3,12 trilhões das reservas chinesas para o Brasil.

 

Touro x Urso

A turbulência que tomou conta do mercado cambial a partir da quarta-feira 6 não passou incólume pelo pregão da B3. No acumulado de junho, até a quinta-feira 7, o Índice Bovespa acumulava uma queda de 5,5%. No pior momento do dia, o principal indicador do mercado recuou para 71.160 pontos, menor nível desde novembro de 2017. As maiores quedas se concentraram em ações de bancos e de empresas voltadas ao mercado interno, como as de educação.

 

Destaque no pregão

Os caminhos da EcoRodovias

Em tempos de Lava Jato e caminhoneiros fechando estradas para questionar, entre outros itens, as tarifas de pedágio, as ações de concessionárias de rodovias podem assustar investidores. No ano, até a quarta-feira 6, os papéis acumulam uma baixa de 34,2%. Boa parte da queda, 17,5%, ocorreu em maio, devido à paralisação das estradas. No entanto, em parte pela baixa, em parte por perspectivas, os papéis da EcoRodovias são considerados uma boa alternativa de investimentos por duas casas, a Spinelli e a Planner. “Não há razões para uma desvalorização tão acentuada das ações”, diz o analista Luiz Francisco Caetano, da Planner. Já Álvaro Frasson, da Spinelli, avalia que a empresa tem boas perspectivas de valorização. O foco no negócio principal, que é a exploração de concessões rodoviárias, e as aquisições recentes de 364 quilômetros de concessões em Minas Gerais, prometem elevar os resultados.

Palavra do analista:
Álvaro Frasson, da Spinelli, recomenda a compra das ações da EcoRodovias. Ele estabeleceu um preço-alvo de R$ 12 para a ação, o que representa uma alta potencial de 54% em relação aos R$ 7,79 do fechamento da quarta-feira 6.

 

Siderurgia

CVM nega pedido da CSN para OPA da Usiminas

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negou um pedido da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que pleiteava que os controladores da Usiminas fizessem uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações. A companhia presidida por Benjamin Steinbruch é a maior acionista individual da Usiminas, mas o controle da siderúrgica mineira é compartilhado pelos grupos Nippon Steel e Ternium. A CSN defendia que os controladores fizessem uma OPA para comprar suas ações, adquiridas antes da entrada da Ternium, em 2011. A CVM, porém, negou o pedido, em um ofício publicado na quarta-feira 6.

 

 

Mercado em números

LOG-IN
R$ 499 milhões – Foi o total de dívidas com bancos privados reestruturadas pela empresa de logística. A companhia também renegociou R$ 267 milhões em financiamentos com o BNDES

ROSSI
R$ 256 milhões – Foi o total de dívidas financeiras da incorporadora junto ao Banco do Brasil cujos termos foram reajustados

JBS
US$ 500 milhões – Foi quanto a empresa de carnes captou por meio da emissão de títulos no mercado americano. Os papéis pagam juros de Libor mais 2,5% ao ano

CCR
US$ 60 milhões – É quanto a empresa de concessões vai investir na compra de companhias que administram o aeroporto Juan Santamaría, na Costa Rica

SUZANO PAPEL
80 mil – É a perda de produção de celulose da empresa devido à paralisação dos caminhoneiros. A quebra na produção de papel foi de 25 mil toneladas