Economia

Brasilprev vê previdência privada em 2019 mais robusta e acredita em reforma


O presidente da Brasilprev, Marco Barros, empresa de previdência privada do Banco do Brasil, prevê um ano mais positivo para o segmento de planos complementares em 2019 com um melhor desempenho da economia brasileira e o encaminhamento da reforma da aposentadoria oficial. “Acreditamos no encaminhamento da reforma no primeiro semestre e a aprovação de alguma reforma. Não sabemos qual, mas alguma reforma deve passar. É preciso equacionar a situação fiscal do País e também da longevidade”, destacou ele, em conversa com jornalistas, nesta tarde de quarta-feira, 12.

O executivo chamou a atenção para o fato de o índice de natalidade no País estar em queda e, consequentemente, a importância de endereçar a estrutura previdenciária para futuras gerações. Essa discussão em meio aos debates para a reforma da Previdência, conforme ele, tende a melhorar a visão dos brasileiros quanto à reserva e poupança para o longo prazo.

Se eventos extraordinários no cenário externo não atrapalharem, conforme Barros, o mercado de previdência privada deve apresentar um resultado mais “robusto” e “forte” em 2019. “Será possível retomar o crescimento que predominou no passado”, destacou ele.

O ano de 2018, conforme o presidente da Brasilprev, foi “extremamente complexo” com as empresas do setor sentindo reflexos da queda dos juros e de eventos como o processo eleitoral, a Copa do Mundo e a greve dos caminheiros, em maio, que pesam no desempenho de vendas. Apesar disso, no caso da companhia, ele classificou o exercício como “positivo”. “Apesar do conjunto de incertezas, temos um sentimento positivo muito forte.”

De janeiro a outubro, a arrecadação da Brasilprev diminuiu 19% ante o mesmo período do ano passado, num total de R$ 27 bilhões. A captação líquida – diferença de entradas e saídas – foi a R$ 5,1 bilhões no período, queda de 64,4%, na mesma base de comparação.

A Brasilprev, que completou 25 anos desde sua fundação, tem R$ 254 bilhões em ativos sob gestão, com market share de 30% e um total de 1,9 milhão de clientes. É uma empresa do BB em parceria com a americana Principal.