Economia

Brasil sai da lanterna e fica em 41º no ranking de 42 PIBs, diz Austin Rating

O Brasil ficou no segundo trimestre com a 41ª posição em num ranking elaborado pela Austin Rating com 42 países listados de acordo com a evolução de seus respectivos Produtos Internos Brutos (PIB). Com uma taxa de expansão de 0,3% de abril a junho em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB do Brasil só ficou à frente da economia da Noruega, que na mesma base de comparação cresceu 0,20%.

À frente do Brasil aparecem o Chile com crescimento de 0,9%; Colômbia, com 1,3% e Itália, com 1,5%. As primeira, segunda e terceira posições foram ocupadas por China, Filipinas e Malásia, com taxas de crescimento de 6,9%, 6,5% e 5,8%, pela ordem.

De acordo com o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, responsável pelo ranking, se a tabela dos países segundo a evolução de suas economias pusesse ser comparada à tabela do Campeonato Brasileiro, poderia se dizer que o Brasil está muito próximo do rebaixamento.

Segundo Agostini, o Brasil só não ficou na última posição – a mesma que frequentou no primeiro trimestre – porque a Noruega perdeu pontos de crescimento da primeira para a segunda leitura do PIB no ano. Desde o primeiro trimestre de 2016 que o Brasil vem ocupando a última posição no ranking. No primeiro trimestre, o Brasil ficou na 39ª colocação no ranking, que tinha 39 países.

A derrapada da Noruega é considerada normal pelo economista da Austin Rating. “Os países europeus passaram por uma forte crise, se recuperaram bem e agora estão se ajustando”, explicou Agostini.

Na média dos 42 países, o PIB cresceu 3%, de acordo com o ranking da Austin Rating. Na média dos países que compõem o BRICS, acrônimo para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, houve expansão de 3,6% do PIB no segundo trimestre ante o mesmo período em 2016.

Na área do Euro, a média de crescimento foi de 2,2% e na média dos PIIGs, acrônimo na língua inglês para o conjunto das economias de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, o crescimento foi de 2,3% no segundo trimestre sobre o mesmo do ano passado.

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