Finanças

Brasil na mira do Travelers

A mais internacional de todas as marcas do mercado financeiro, sinônimo do poderio americano em qualquer parte do mundo, vai cruzar as fronteiras do setor bancário e entrar no ramo de seguros. O Citibank está preparando uma investida no negócio original do Travelers Group, a megacompanhia que incorporou o banco há dois anos. O grupo criado a partir da fusão, o Citigroup, decidiu tornar sua presença no mercado mundial de seguros tão ampla quanto em outros setores das finanças. E o Brasil, alvo da expansão de todos os grandes grupos financeiros globais, está nos planos do Citi também nessa área. Comprar uma seguradora já instalada no País e conquistar de um só golpe uma fatia do mercado é uma decisão já tomada em Nova York, no quartel-general do grupo. ?Estamos analisando oportunidades de negócio no País. É potencialmente um dos maiores mercados do mundo?, admite a DINHEIRO Timothy Morris, diretor internacional de seguros do Citigroup. ?Quanto à nossa chegada, estamos mais perto de comprar uma companhia já existente do que de montar uma nova estrutura por conta própria.?



O olho comprido do grupo sobre as seguradoras brasileiras não é um fato isolado. O Travelers, apesar de ser grande o bastante para ter absorvido um gigante do porte do Citibank (tinha US$ 163 bilhões em ativos, antes da fusão), é uma companhia quase exclusivamente americana, com negócios restritos ao seu mercado de origem e a operações muito pequenas no Canadá e na Inglaterra. A fusão com o Citi, dono de uma rede global de agências para a distribuição de produtos, trazia como principal vantagem estratégica justamente a de internacionalizar a empresa. ?Levar a companhia para o mercado externo é importante para o futuro da Travelers?, explica Keith Anderson, um dos vice-presidentes da seguradora, em Hartford (EUA). Além da rede de distribuição, o Citi entra no negócio com sua marca de prestígio global, que batizará os investimentos internacionais do grupo na área de seguros. ?A marca mais poderosa fora dos Estados Unidos é a do Citi?, raciocina Anderson. O nome Travelers sobreviverá, mas será mantido unicamente para consumo doméstico, nos EUA.

O primeiro passo rumo ao mercado externo de seguros acaba de ser dado. O Citi comprou 15% de um dos maiores grupos de Taiwan, o Fubon, líder em seguros de propriedade e acidentes e um dos que mais crescem na área de seguros de vida. O presidente do Citigroup, Sanford Weill, disse na ocasião que a associação ?permitirá pela primeira vez expandir as operações de seguros para a Ásia?. Será a base para atingir os mercados do sudeste da Ásia e da China, incluindo Hong Kong. O Fubon servirá também como primeiro teste fora dos EUA para a estratégia do grupo de vender todos os produtos financeiros em uma única agência. O principal alvo, no início, é atingir os mercados de maior escala, como o da própria Ásia e, mais tarde, o da Europa. Esse modelo estratégico, de venda integrada de seguros e de serviços financeiros, é o mais comum em mercados jovens como o brasileiro, mas praticamente inexiste nos países ricos e de mercado financeiro maduro. Bancos e seguradoras andam separados nos EUA ? até o ano passado, por força de lei ? e na Europa. A fusão Travelers-Citigroup é o primeiro teste de um novo modelo.

Pelo menos mais um grupo bancário internacional já olha com carinho a possibilidade de uma aquisição no Brasil. O banco holandês ING, fragilizado por seguidas perdas em mercados emergentes desde a crise da Ásia, procura espaço agora no setor de seguros e é um dos candidatos à compra da parte da americana Aetna na sociedade com a Sul América. A Bradesco Seguros, concorrente mais direta da Sul América, voltou a ser alvo dos franceses da Axa, que desistiu de apenas esperar pela aquisição e já começou a cavar espaço no mercado nacional com as próprias mãos. Duas companhias americanas estão em movimento. A Mony, que opera uma corretora no País, tem opção de compra da paulista Soma, e a MassMutual também estuda uma aquisição.

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