Semana

Brasil fica em 23º lugar em ranking mundial de sistemas de previdência

Na semana em que o texto da reforma da Previdência foi aprovado em segundo turno no Senado, foi publicado estudo que reforça a urgência do assunto. Divulgada na segunda-feira 21, pelo Índice Global de Previdência Melbourne Mercer, a pesquisa levou em consideração quase dois terços da população do planeta, incluiu 37 países e empregou 40 métricas para avaliar os sistemas previdenciários das nações. Foram analisados itens como resultados financeiros para os aposentados, sustentabilidade do modelo e confiança por parte da sociedade. Como já era de se esperar, o desempenho do Brasil foi medíocre. Na média final, o País ficou com 55,9 pontos, amargando lamentável 23º lugar, atrás até de nações mais pobres, como Peru (58,5) e Colômbia (58,4). Os três primeiros colocados foram Holanda (81,0), Dinamarca (80,3) e Austrália (75,3), com os melhores e mais sustentáveis sistemas de pensão do mundo. É justamente no item sustentabilidade que o Brasil tem o pior resultado. Com pontuação de pífios 27,7, fica à frente de apenas quatro países: Turquia (27,1), Espanha (26,9), Áustria (22,9) e Itália (19). Os números traduzem o recado que todos os economistas sérios têm dado sobre o assunto: sem mudanças nas regras previdenciárias, o Brasil quebra.

 

Brasil

Indústria nacional em ritmo lento de recuperação

Leo Lara

A atividade industrial do País demonstra sinais de recuperação, mas num ritmo ainda lento e claudicante. É o que aponta pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na terça-feira 22. O estudo traz dados de setembro e mostra que o indicador de produção ficou em 48,8 pontos e o de emprego, em 49. Os indicadores vão de zero a 100, sendo que acima de 50 indica aumento. Ou seja, tanto na produção quanto no emprego, a indústria nacional está ligeiramente abaixo do limite para registrar crescimento. No relatório, a CNI destaca que os indicadores se mantêm abaixo dos de antes da recessão econômica, o que “reforça a necessidade de continuidade dos esforços de reformas estruturais e melhoria do ambiente de negócios, de modo a superar os entraves que limitam o ritmo de expansão”. Entre os principais obstáculos à retomada do crescimento, estão a fraca demanda interna, a elevada carga tributária e a falta de capital de giro. A pesquisa mostra também que, apesar dos pesares, industriais e empresários seguem otimistas, com indicadores de expectativas acima dos 50 pontos. Como diz o velho ditado, a esperança é a última que morre. Ou não.

 

Nunca houve tanta interferência de família dentro de um poder. Fazer do Palácio do Planalto um puxadinho familiar não vai funcionar. É perigoso para o País”

Gabriel Reis

Joice Hasselmann, deputada federal, no programa Roda Viva, na segunda-feira 21, referindo-se à influência dos filhos do presidente Jair Bolsonaro
no governo do pai

 

Internacional

China segue em desaceleração e dívida já é de 249% do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu “apenas” 6% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com 2018. O que seria um sonho para o nosso tão combalido Brasil é sinônimo de sinal vermelho ao gigante asiático. O número indica que a economia chinesa desacelerou mais do que o esperado e, ainda pior, para seu ritmo mais fraco em 27 anos. E se a guerra comercial entre Estados Unidos e China não for finalizada em breve, o impacto negativo será ainda maior nos próximos meses. De acordo com os dados mais recentes, tanto a demanda interna quanto a externa estão em queda. O governo de Pequim tem adotado uma política econômica de estímulos. O problema é que, segundo os analistas, nem isso resolve o problema. É que o volume de dívidas gerado depois de vários períodos de afrouxamento reduz bastante o espaço para estímulos mais agressivos e efetivos. Este ano, a dívida total da China – que leva em consideração os setores público e privado – chegou a assombrosos 249% do PIB, 5,1% acima do índice registrado em dezembro do ano passado.

 

Criptomoedas

Bitcoin chega a 18 milhões de unidades emitidas no blockchain

O bitcoin acaba de alcançar uma marca histórica. A moeda digital bateu as 18 milhões de unidades extraídas, o que os especialistas afirmam ser um marco. Considerando a atual cotação da moeda digital, isso daria cerca de US$ 140 bilhões. A cifra foi conquistada apenas 1 ano e meio após a marca dos 17 milhões. Motivo de disputas e polêmicas entre governos e empresas, o bitcoin ainda é visto como um excelente negócio e moeda do futuro, com alto potencial de valorização. Especialistas acreditam que a moeda chegará a US$ 20 mil ainda este ano, valorização de quase 150% ante seu valor atual. Mas há previsões bem mais otimistas, como aquelas que enxergam 1 bitcoin valendo US$ 100 mil em 2020 e impressionante US$ 1 milhão em 2024.

 

Justiça

Samarco pagará R$ 40 milhões por tragédia de Mariana

Antonio Cruz/Agência Brasil

Na terça-feira 22, foi homologado, pela Vara do Trabalho de Ouro Preto, acordo pelo qual a mineradora Samarco terá de pagar R$ 40 milhões “às coletividades impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão”, a 30 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais. A decisão sai quase quatro anos após a tragédia, ocorrida em novembro de 2015. O caso ficou mundialmente conhecido como o maior desastre ambiental da história do Brasil, causando a morte de 19 pessoas e atingindo cerca de 40 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo. Com o acordo, fica encerrada a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra a Samarco e suas controladoras: Vale e BHP. Todo o dinheiro deve ser empregado em projetos e medidas compensatórias nas regiões afetadas pelos 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos que vazaram da barragem.

 

Números

R$ 2 bilhões – É quanto custará ao governo federal o aumento que o presidente Bolsonaro pretende dar a policiais militares e bombeiros do Distrito Federal. Ambas as corporações são mantidas com recursos federais.

2,5 milhões – É o número de clientes do Banco Original. Conquistado esta semana, representa crescimento de 250% em menos de 1 ano, já que em janeiro a instituição tinha 700 mil usuários registrados.

0,09% – Foi o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15) deste mês. Considerado uma prévia da inflação oficial, o índice acumula alta de 2,69% este ano.

R$ 212 milhões – É o valor da dívida declarada pelas empresas de comunicação da família do senador Fernando Collor de Mello, que entrou com pedido de recuperação judicial.

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