HAVANA (Reuters) – Um busto de Fidel Castro presenteado pelo líder chinês Xi Jinping, um jipe do Exército usado por Fidel para cruzar Cuba, suas botas gastas e seu rifle de assalto de fabricação russa são algumas das peças do lendário líder cubano exibidas em um novo museu estabelecido em sua homenagem.

O Centro Fidel Castro, sediado em uma mansão elegante no refinado distrito de Vedado em Havana, abriu suas portas no quinto aniversário de morte do revolucionário cubano. O governo comunista da ilha disse que espera que o museu espalhe a mensagem de Fidel aos visitantes, tanto locais quanto estrangeiros.

“Não é possível contar a história da vida de Fidel Castro sem falar sobre a Revolução Cubana”, disse a historiadora do centro Sissi Abay Díaz. “Eles são inseparáveis”.

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Fidel, um ícone da Guerra Fria que construiu um Estado comunista em uma ilha caribenha colada nos Estados Unidos e que por cinco décadas desafiou iniciativas dos norte-americanos para derrubá-lo, morreu aos 90 anos de idade em novembro de 2016.

O centro mostra o legado e as ideias de Fidel Castro em várias salas de exposição, um anfiteatro, uma livraria, jardins, assim como uma extensa biblioteca, que inclui livros escritos pelo autor e uma vez residente da ilha Ernest Hemingway.

Entre os itens exibidos há fotos de Fidel com o autor colombiano e amigo próximo Gabriel García Márquez, assim como as armas de Fidel, mochila e boina militar que o acompanharam desde a cadeia de montanhas de Sierra Maestra, no leste de Cuba, até a capital Havana durante a revolução que derrubou o ditador apoiado pelos EUA Fulgencio Batista em 1959.

(Reportagem da Reuters TV e Nelson Acosta)

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