Política

Bolsonaro tem pior avaliação entre presidentes eleitos em começo de 1º mandato

Bolsonaro tem pior avaliação entre presidentes eleitos em começo de 1º mandato

O presidente Jair Bolsonaro tem a pior avaliação entre presidentes eleitos em começo de primeiro mandato, aponta pesquisa do Ibope divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 24. O porcentual que considera o governo ótimo ou bom foi de 35% em abril, abaixo dos índices de presidentes anteriores, eleitos no período pós-redemocratização do País, em pesquisas encomendadas pela CNI no primeiro trimestre: 45% de Fernando Collor, 41% de Fernando Henrique Cardoso, 51% de Luiz Inácio Lula da Silva e 56% de Dilma Rousseff.

De acordo com o gerente executivo de pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, o resultado da pesquisa pode ser considerado normal para um começo de governo que ainda não teria atendido às expectativas de quem o elegeu. “O governo ainda não convenceu essas pessoas a achar que está seguindo em uma agenda que elas gostariam”, observou Fonseca, para quem “pouca coisa de impacto” aparece em um início de administração, apesar de avanços na indústria serem verificados.

Na opinião da CNI, a avaliação está diretamente relacionada à atividade econômica, que ainda não retomou um ritmo de crescimento. “Provavelmente, alguns dos eleitores votando no Bolsonaro achavam que a economia voltaria a crescer imediatamente, o que praticamente é impossível, e essas pessoas estão decepcionadas.” Com a melhora da economia, observou, a avaliação do governo pode subir.

Apesar da avaliação baixa em relação a governos anteriores, o governo Bolsonaro está melhor do que a gestão do ex-presidente Michel Temer, na opinião de 51% dos entrevistados. Outros 13% consideram que a administração atual está pior, e 31% responderam que um governo está igual ao outro.

O Ibope ouviu 2 mil pessoas de 12 a 15 de abril. A margem de erro da pesquisa é dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

Emprego

Após dois meses de resultados positivos, o Brasil fechou 43.196 vagas de emprego formal em março deste ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 24, pelo Ministério da Economia.

O saldo negativo decorreu de 1.261.177 admissões e 1.304.373 demissões e contrariou estimativas de geração de vagas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam abertura de 44.000 a 150.000 postos de trabalho, com mediana positiva em 82.000 vagas.

No acumulado do primeiro trimestre, houve abertura de 179.543 postos de trabalho com carteira assinada. Em 12 meses até março, há abertura de 472.117 vagas.

O resultado mensal negativo foi puxado principalmente pelo comércio, que fechou 28.803 postos formais em março, pela agropecuária, com 9.545 vagas fechadas, e pela construção civil, que encerrou 7.781 vagas com carteira assinada. Indústria de transformação, com fechamento de 3.080 postos, e serviços industriais de utilidade pública, com 662 menos vagas, também contribuíram para o saldo negativo.

Por outro lado, tiveram saldo positivo a indústria extrativa mineral (528 novos postos), serviços (4.572 postos), e administração pública (1.575 vagas).

Estados

O Brasil registrou fechamento de vagas formais de emprego em 19 das 27 unidades da Federação em março. O pior desempenho foi registrado pelo Estado de Alagoas, que apresentou queda de 2,79% do emprego com carteira assinada no mês (fechamento de 9.636 vagas).

No Sudeste, São Paulo apresentou retração de 0,07%, com encerramento de 8.007 vagas, e o Rio de Janeiro teve baixa de 0,21%, com o fechamento de 6.986 postos. O Espírito Santo apresentou queda de 0,12% do emprego formal, com o encerramento de 843 vagas. Na outra ponta, Minas Gerais foi um dos oito Estados com resultado positivo, com alta de 0,13% do emprego formal (geração de 5.163 vagas).