Economia

Bolsonaro nomeia general da reserva para presidir a Petrobras

Bolsonaro nomeia general da reserva para presidir a Petrobras

Foto de arquivo de 2018 mostra o então presidente eleito Jair Bolsonaro (E) e o então ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, em Itaguaí, Rio de Janeiro - AFP/Arquivos

O presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta sexta-feira (19) nomear um general da reserva para presidir a Petrobras, após criticar vários aumentos sucessivos no preço dos combustíveis.

“O governo decidiu indicar o senhor Joaquim Silva e Luna para cumprir uma nova missão, como conselheiro de administração e presidente da Petrobras, após o encerramento do ciclo, superior a dois anos, do atual presidente, senhor Roberto Castello Branco”, anunciou uma nota breve do Ministério de Minas e Energia, publicada pelo presidente em sua conta no Facebook.

O mandato de Roberto Castello conclui em 20 de março, enquanto a nomeação de Silva e Luna deverá ser confirmada pelo conselho administrativo da Petrobras.

Ex-ministro da Defesa (2018-2019) durante o mandato de Michel Temer, Silva e Luna era até agora diretor-geral da parte brasileira da represa de Itaipu Binacional, na fronteira com o Paraguai.

Pela manhã, Bolsonaro já havia anunciado que haveria mudanças na estatal, sem dar detalhes.

“Anuncio que teremos mudança, sim, na Petrobras. Jamais vamos interferir nessa grande empresa, na sua política de preços. Mas o povo não pode ser surpreendido com certos ajustes” nos combustíveis, disse o presidente durante um evento oficial em Pernambuco.

As declarações foram seguidas de uma forte queda das ações da empresa de mais de 8% durante o dia. No fechamento da bolsa de São Paulo, às 17h, os papéis da Petrobras caíram 7,92% e as preferenciais, 6,63%.

– Temores de greve –

A Petrobras aumentou quatro vezes o preço dos combustíveis em 2021, com alta acumulada de 34,78%, diante dos quais o poderoso setor dos caminhoneiros ameaçou o governo com a convocação de uma greve.

O preço dos botijões de gás, muito usados pelas famílias mais humildes, também aumentou consideravelmente este ano, um novo impacto para as populações já duramente afetadas pelo impacto econômico da pandemia do coronavírus.

As críticas de Bolsonaro a estes aumentos, que chegou a chamar de excessivos, põe em xeque a agenda liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo o analista Leandro Giabati, da empresa Dominium.

Na quinta-feira, o presidente anunciou que eliminaria por dois meses as tarifas federais sobre o diesel e o gás, enquanto seu governo busca uma solução para o aumento dos preços.

Embora a situação esteja “longe de sinalizar que o ministro cairá ou renunciará”, “revela que Guedes tem se adequado constantemente às demandas políticas do presidente Bolsonaro, em detrimento das premissas liberais e fiscalistas defendidas por ele, sua equipe e os interesses que ambos representam”.

Durante seu mandato, a ex-presidente Dilma Rousseff adotou uma política de intervenção maior nos preços dos combustíveis, que não acompanhavam a alta dos preços do barril de petróleo no mercado internacional.

Essa prática terminou em 2016, após a destituição de Dilma e a chegada ao poder do seu vice, Michel Temer (2016-2018), quando os preços passaram a ser fixados pela empresa segundo as variações do mercado.

Essa mudança na política, que fez disparar os preços, foi uma das causas da greve dos caminhoneiros que paralisou o país durante vários dias em maio de 2018.

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