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Bolsonaro diz que povo é o maior poder e volta a defender fim de restrições de circulação

Bolsonaro diz que povo é o maior poder e volta a defender fim de restrições de circulação

Manifestantes pró-Bolsonaro em Brasília

Por Alexandre Caverni e Nayara Figueiredo

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender neste sábado o fim das restrições de circulação em meio à pandemia de Covid-19 e afirmou que maior do que os Três Poderes é o poder do povo.

“O maior poder do Brasil não é o Legislativo, não é o Judiciário nem o Executivo, o maior poder são vocês”, disse Bolsonaro a uma multidão de produtores e representantes do agronegócio, reunida em frente ao Palácio do Planalto, após um dia de manifestações em Brasília contra medidas de restrição.

“Não pensem que não nos indignamos, não nos preparamos, para mudar o quadro que aos poucos avançava sobre nosso direito de garantias fundamentais”, acrescentou, ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

“Vocês têm todo o direito de ir e vir, o direito à crença, o direito de trabalhar, e sem qualquer critério esses direitos foram suprimidos de vocês por algum tempo. Acabou esse tempo, isso não voltará a acontecer.”

Desde o início da pandemia o presidente ataca medidas adotadas por governadores e prefeitos para restringir a circulação e aglomerações de pessoas, que especialistas dizem ser uma dos meios mais eficazes para frear a disseminação do novo coronavírus.

No início do mês, Bolsonaro ameaçou editar um decreto para “garantir o direito de ir e vir” e desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) na ocasião ao dizer que se o texto for publicado não seria contestado em “nenhum tribunal”.

Em seu discurso neste sábado, Bolsonaro voltou a desdenhar os que procuram ficar em casa, tendo condições para isso, como forma de se protegerem da Covid-19.

“Lamentamos as mortes por Covid, assim como as demais mortes do Brasil, mas devemos enfrentar o problema, não é ficando embaixo da cama em casa que vamos solucionar esse problema”, disse Bolsonaro diante da, possívelmente, maior aglomeração reunida em evento com ele desde o início da pandemia.

Na sexta-feira, o Brasil registrou mais 85.536 novos casos de Covid-19, elevando o total de infectados para 15,5 milhões de pessoas. A doença já matou no país 432.628 pessoas, sendo que só na sexta foram registradas 2.211 novas mortes.

Apesar das novas ameaças de interromper medidas de restrição de circulação, Bolsonaro disse que “esse é um governo democrata” e que “ama a liberdade acima de tudo”.

NOVO ATAQUE A LULA

Um dia depois de chamar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “bandido”, Bolsonaro elevou o tom e se referiu ao petista como o “maior canalha da história do país”, repetindo que Lula só ganha em 2022 por meio de fraude, ao fazer nova defesa do voto impresso e auditável.

“Nós queremos eleições em 22 onde o voto possa ser auditado”, disse.

“Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha foi dado o direito de concorrer, o que me parece é que se não tiver o voto auditado, esse canalha pela fraude ganha as eleições do ano que vem”, acrescentou, repetindo a hipótese de uma vitória de Lula por fraude já levantada por ele na véspera.

Os ataques mais agressivos de Bolsonaro contra Lula vieram depois que o instituto Datafolha divulgou esta semana pesquisa mostrando que o petista bate o presidente por 41% a 23% das intenções de voto no primeiro turno na eleição do ano que vem e por 55% a 32% no segundo turno.

Bolsonaro tem repetido seguidamente a necessidade do voto impresso e que o voto seja auditável para as eleições de 2022. Ele afirma não ter ganho a eleição no primeiro turno em 2018 porque teria havido fraude na urna eletrônica –apesar de nunca ter apresentado as provas que diz ter.

Nesse cenário, parlamentares bolsonaristas apresentaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o voto impresso.

Na sexta-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o voto em urna eletrônica é transparente e auditável a cada passo e chamou de político o discurso de quem diz haver fraude no sistema de votação brasileiro.

As declarações de Barroso foram dadas em entrevista coletiva na qual apresentou a nova campanha do TSE em defesa da segurança da urna eletrônica, que completou 25 anos de uso.

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