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Bolsonaro diz que ajuda argentina para Bahia “não é necessária”

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Milhares de pessoas foram atingidas pelas fortes chuvas na Bahia no início deste ano (Crédito: Arquivo/Agência Brasil )

Após críticas à informação de que o governo federal recusou ajuda humanitária da Argentina para as vítimas de enchentes na Bahia, Jair Bolsonaro resolveu explicar a polêmica decisão e disse que a ajuda não era necessária, mas indicou que o apoio pode ser acionado no futuro.



A notícia de que o governo brasileiro havia rejeitado ajuda dos argentinos foi confirmada pelo governo da Bahia nesta quarta-feira (29). Segundo a administração, o consulado argentino ofereceu auxílio material com dez profissionais especializados em logística, água, saneamento e apoio psicossocial para vítimas de desastres naturais.

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Nesta quinta-feira (30), Bolsonaro agradeceu a ajuda, mas indicou que o tipo de assistência oferecida pelo governo argentino é o mesmo prestado pela Defesa Civil e pelas Forças Armadas na região.

Ontem (29), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que vai convocar o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, para explicar a decisão do governo. No Twitter, Randolfe ainda criticou as férias de Bolsonaro que, segundo ele, está usando dinheiro público para momentos de lazer enquanto as vítimas da Bahia estão desassistidas.

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“Convocaremos o Ministro das Relações Exteriores para dar explicações à comissão representativa no Senado e representaremos ao TCU [Tribunal de Contas da União] para que o presidente devolva ao erário o dinheiro que está utilizando em suas ‘férias’ e que esse dinheiro seja destinado às vítimas na Bahia”, disse o senador nesta quarta-feira (29).

Enchentes na Bahia

Mais de 629 mil pessoas foram afetadas pelas águas que tomaram 141 cidades no sul da Bahia semana passada. Segundo o governo baiano, 37 mil pessoas estão desabrigadas, 53 mil desalojadas, cerca de 24 pessoas foram declaradas mortas e outras 434 estão feridas.

O governo federal anunciou na terça-feira (28) que seriam liberados R$ 80 milhões para ajudar na recuperação de estradas federais que cruzam o estado. O governador Rui Costa (PT) alega que o valor é insuficiente e que seriam necessários pelo menos R$ 400 milhões para a reconstrução.