Semana

Bolsonaro abre mercado de armas e ações da Taurus disparam

Bolsonaro abre mercado de armas e ações da Taurus disparam

Bang Bang

Na terça-feira 7, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que regulamenta a importação de armas e munições. Os detalhes ainda serão discutidos com a equipe econômica, disse ele, já que a ideia é “não prejudicar a empresa interna do país”. No caso, a Taurus, que tem o monopólio da fabricação de armamentos no Brasil. As ações da empresa subiram mais de 20% com a divulgação do decreto. Mas, apesar da reação positiva, a expectativa é de que os negócios da Taurus sejam fortemente impactados com a abertura do mercado. O decreto de Bolsonaro também amplia o porte de armas de fogo para um conjunto de 20 profissões. Entre eles, servidores que trabalham com segurança pública, políticos eleitos, caminhoneiros, advogados e jornalistas que atuam em cobertura policial.

 

Aéreas

1 – A BR Distribuidora solicitou a suspensão do plano de recuperação da Avianca. A proposta aprovada prevê o pagamento de R$ 10.000 a cada credor considerado não-prioritário. A Avianca deve R$ 36 milhões à BR Distribuidora e o valor proposto não chega a 0,02% do saldo devedor.

2 – Em outro revés para a Avianca, a Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) não permitiu a venda em separado dos slots (autorizações de pouso e decolagem) pertencentes à empresa. O órgão argumenta que não pode conceder a permissão sem saber de antemão que tipos de aeronaves usariam os slots.

3 – A operadora Zurich Airports e o fundo de investimentos IG4 devem formalizar proposta para assumir o aeroporto de Viracopos, em Campinas. A oferta deve ser incluída no plano de recuperação judicial do aeroporto a ser apresentado aos credores em assembleia no dia 16 de maio.

 

Toque de Midas

Trump perdeu US$ 1,17 bilhão em dez anos

Durante a campanha à presidência, o candidato Donald Trump se apresentava como um “self made man” muito bem sucedido nos negócios. Agora uma reportagem do “The New York Times” mostra que os rumores sobre o sucesso de Trump foram bastante exagerados. O jornal teve acesso às declarações de renda dele entre 1985 e 1994. Na década, ele teve perdas de US$ 1,17 bilhão. Ao contrário do pai, Fred C. Trump, que construiu um império de imóveis para aluguel em Manhattan, Donald fez de tudo um pouco: foi incorporador imobiliário, empreiteiro, dono de cassino e hoteleiro. Falhou em tudo. Os anos de 1990 e 1991 foram os piores, com prejuízo de US$ 517,6 milhões. Trump perdeu tanto dinheiro que praticamente não pagou imposto de renda no período, embora vivesse como um bilionário, já que o investimento era todo de bancos. Os advogados do presidente declararam que as informações do jornal são “inacuradas”, enquanto Trump foi ao twitter e a classificou como “Fake News”.

 

O caos da Venezuela em dois gráficos

O populismo econômico é sempre desastroso, mas ainda pior quando combinado a um governo autocrático e ditatorial, como é o caso da Venezuela. A balbúrdia econômica chavista pode ser entendida em números:

 

Progressismo

Tábata Amaral, novo rosto da centro-esquerda, apoia Reforma

O velho populismo de esquerda tem mais um bom motivo para odiar a jovem deputada Tábata Amaral (PDT-SP). Contrariando decisão do próprio partido, ela apoia a reforma da previdência, mesmo criticando vários pontos da proposta do governo. Ela é contra as mudanças na aposentadoria rural e nos benefícios aos idosos de baixa renda, por exemplo. Também defende que o governo detalhe melhor como funcionará a proposta de capitalização e é favorável a uma valorização de carreira de professor, como acontece com os militares. Apesar disso, a deputada considera incompreensível que deputados “progressistas” não se posicionem “contra a desigualdade que é perpetuada pela Previdência”. Formada pelo instituto RenovaBR, Tábata Amaral tem se firmado como o novo rosto da centro-esquerda e, por conta disso, é furiosamente atacada pelos blogs lulistas e da extrema-esquerda. A pancadaria deve aumentar ainda mais agora que ela provou que sabe fazer contas.

 

Humor

 

Pesquisa

Depois de cortes, diretor do Censo é demitido

Após anunciar um corte de 25% no orçamento destinado à realização do Censo Demográfico de 2020, o governo federal demitiu o diretor de pesquisas Claúdio Dutra Crespo, responsável pelo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1872. Em entrevista à GloboNews, a presidente do IBGE, Susana Cordeiro, disse que o órgão usará um questionário mais curto, para “garantir mais atenção de quem está sendo pesquisado” e que a decisão de exonerar Crespo não tem relação com a mudança. O professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Eduardo Rios-Neto assumirá o Censo. O Instituto afirma que a qualidade da pesquisa está garantida.

 

Números

US$ 3,1 bilhões – Alcançou em vendas o Mercado Livre no 1o tri de 2019, 26,6% acima do mesmo período em 2018. A empresa teve faturamento líquido de US$ 473,8 milhões, 92,9% acima do 1o tri do ano anterior.

18,2 milhões – De clientes tem agora o varejista Magazine Luíza. As vendas alcançaram um total de 5,7 bilhões e subiram 28% em relação a 2018.

R$ 200 milhões – Foram investidos pela Procter & Gamble, dona das marcas Gillette e Oral-B, no primeiro centro de pesquisa e inovação da América Latina. Com o espaço, localizado em Louveira, São Paulo, a P&G estima reduzir o tempo de lançamento de produtos de dois anos para nove meses.

45% – Foi a queda de exportação de veículos brasileiros no primeiro quadrimestre segundo a Anfavea. A crise argentina ajudou no tombo, mas o “custo Brasil” também tem grande parcela de culpa. Por exemplo: um carro fabricado no País custa 24% a mais no México do que um veículo feito lá. Na contramão, um carro produzido no México chega aqui 12% mais barato

R$ 2 bilhões – É o investimento da indústria de papel e celulose Klabin S.A. em 2019. O desembolso é parte de um total de R$ 9,1 bilhões que será investido até 2023 como parte do Projeto Puma 2 para fabricação de papel kraftliner usado principalmente em embalagens.