Finanças

Bolsas europeias sobem em dia de balanços corporativos e indicadores positivos

As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira em meio a balanços corporativos positivos e indicadores animadores na região.

Às 8h28 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,85%, Paris avançava 1,21% e Frankfurt tinha alta a 1,01%. Já a Bolsa de Milão subia 0,75% e Madri acelerava 0,44%. A exceção era a Bolsa de Lisboa, que tinha queda de 0,14%.

As ações de montadoras se destacam entre as maiores altas impulsionadas por fortes ganhos. A Volvo divulgou lucro trimestral de 4,83 bilhões de coras suecas, acima do esperado, ao mesmo tempo que elevou sua previsão de vendas na Europa para 2017. As ações da companhia avançavam quase 7%.

Os papéis de bancos também se destacavam. O banco suíço Julius Baer informou que seu lucro líquido ajustado mais que dobrou em 2016 em comparação com o ano anterior, para 706 milhões de francos suíços (US$ 713 milhões), uma vez que o banco conseguiu extrair bilhões de francos em ativos adicionais a serem gerenciados. A ação valorizava 2,72% e ajudava o setor como um todo. Em Londres, por exemplo, o papel do Barclays subia 1,23% e em Frankfurt, o Commerzbank subia 1,45%.

Entre outros resultados corporativos, a farmacêutica suíça Roche anunciou aumento de 5% em seu lucro operacional no ano passado. A gigante alemã Siemens subia com força depois de elevar sua previsão de lucro. Os papéis avançavam 1,72% e 3,44%, respectivamente.

Enquanto isso, o lucro do banco BBVA, o segundo maio banco na Espanha, caiu para 4,39 bilhões de euros, mas ficou acima do esperado, de 4,27 bilhões de euros. Segundo o BBVA, que é dono do maior banco do México, seu lucro foi afetado pela queda do peso devido aos conflitos do país com o presidente dos EUA, Donald Trump. Após uma abertura em alta, a ação passou a cair e recuava 0,62%.

Resultados positivos de indicadores também contribuem para os ganhos de hoje. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha subiu para 56,4 em janeiro, de 55,6 em dezembro, atingindo o maior nível em três anos, segundo dados publicados hoje pela IHS Markit. Já o PMI industrial da zona do euro subiu para 55,2 em janeiro, de 54,9 em dezembro, atingindo o maior nível em 69 meses, segundo dados finais publicados hoje pela IHS Markit. O resultado ficou acima da prévia de janeiro e da previsão de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, de 55,1 em ambos os casos.

No Reino Unido, o PMI industrial caiu a 55,9 em janeiro, de 56,1 em dezembro, que havia sido o maior nível em dois anos e meio, segundo a IHS Markit. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam estabilidade do indicador a 56,1. No entanto, a libra esterlina ampliou ganhos após o dado, uma vez que mostrou que o país continuou com expansão robusta no setor, embora o país esteja se preparando para começar as negociações sobre sua saída da União Europeia (o chamado Brexit) nos próximos meses. Indicadores positivos tendem a levar o Banco da Inglaterra (BoE) a retirar estímulos monetários, o que favorece a moeda britânica. No horário acima, a libra subia a US$ 1,2610, de US$ 1,2570 no fim da tarde de ontem.

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