Finanças

Bolsas europeias sobem com trégua EUA-China, mas PMIs fracos limitam ganhos

As bolsas europeias operam em alta desde a abertura dos negócios desta segunda-feira, reagindo ao resultado do encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, que no fim de semana selaram um cessar-fogo suspendendo a aplicação de novas tarifas a importações um do outro. Os ganhos, porém, são limitados por uma fraca série de indicadores de manufatura da região.

Confirmando as expectativas, Trump e Xi concordaram no sábado (29) congelar a imposição de novas tarifas a produtos de seus respectivos países, dando uma chance para que as duas maiores potências econômicas globais retomem suas negociações comerciais, paralisadas desde maio. Trump também sugeriu que a Casa Branca vai reverter a decisão de proibir empresas americanas de vender tecnologia para a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei. Os dois líderes se reuniram às margens da reunião de cúpula do G20 em Osaka, no Japão.

Embora o apetite por risco prevaleça, os mercados acionários europeus reduziram ganhos de mais cedo na esteira dos últimos relatórios da IHS Markit sobre as condições manufatureiras locais.

O chamado índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro caiu de 47,7 em maio para 47,6 em junho, contrariando previsão de leve alta a 47,8 e com a leitura abaixo de 50 marcando o quinto mês seguido de contração no setor. Apenas na Alemanha, a maior economia do bloco, o PMI industrial subiu de 44,3 para 45 no mesmo período, mas também ficou aquém do esperado e mostrou a manufatura alemã se contraindo pelo sexto mês consecutivo. Já no Reino Unido, o PMI industrial recuou de 49,4 em maio para 48 em junho, atingindo o menor nível desde fevereiro de 2013 e frustrando projeção de alta a 50.

Investidores na Europa também estão atentos a reuniões que grandes produtores de petróleo farão hoje e amanhã para decidir sobre os atuais cortes na oferta. No fim de semana, também durante o G20, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que concordou com autoridades sauditas manter a redução na produção combinada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de aliados em 1,2 milhão de barris por dia por um período adicional de seis a nove meses.

Às 7h24 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,15%, a de Frankfurt se valorizava 1,33% e a de Paris tinha alta de 0,83%. Já Milão, Madri e Lisboa exibiam ganhos respectivos de 0,39%, 0,34% e 0,66%. No câmbio, o euro caía a US$ 1,1325, de US$ 1,1373 no fim da tarde de sexta-feira, e a libra seguia a mesma direção, negociada a US$ 1,2639, ante US$ 1,2697 na sexta. Com informações da Dow Jones Newswires.