Finanças

Bolsas europeias sobem com melhor perspectiva comercial e à espera do “payroll”

As bolsas europeias operam em alta na manhã desta sexta-feira, em meio a sinais de avanços nas discussões entre Estados Unidos e México sobre tarifas e imigração e ainda repercutindo a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter seus juros básicos inalterados até pelo menos a metade do próximo ano. Investidores da região também aguardam o último relatório de emprego dos EUA.

A perspectiva do comércio global teve uma aparente melhora após relatos que os EUA poderão adiar tarifas contra o México, que entrariam em vigor na segunda-feira (10), enquanto autoridades dos dois países ainda negociam sobre a crise migratória na região. O presidente americano, Donald Trump, ameaça impor tarifas a todos os produtos mexicanos se o governo do México não apresentar uma solução para a questão dos imigrantes ilegais que cruzam a fronteira sul dos EUA.

Além disso, os mercados da Europa continuam digerindo a previsão do BCE, anunciada ontem, de que suas taxas de juros permanecerão nos atuais níveis ultrabaixos até ao menos o fim do primeiro semestre de 2020, e não mais até o fim deste ano.

Há expectativa também para os números mais recentes do mercado de trabalho dos EUA, que serão divulgados às 9h30 (de Brasília). Pesquisa realizada pelo Projeções Broadcast com 39 instituições indica que o relatório de emprego americano, conhecido como “payroll”, mostrará a criação de 180 mil postos de trabalho em maio.

O “payroll” é considerado fundamental para a determinação da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Nos últimos dias, as tensões comerciais protagonizadas pelo presidente Trump reforçaram apostas de que o Fed terá de voltar a cortar juros nos próximos meses. Apesar do quadro mais favorável na América do Norte, é preciso ter em mente que as discussões comerciais entre EUA e China permanecem num impasse.

O indicador europeu mais relevante do dia, a produção industrial da Alemanha, não fez preço. Em abril, a indústria alemã produziu 1,9% menos do que no mês anterior, resultado que ficou bem abaixo do declínio de 0,5% previsto por analistas. A queda se deveu a uma contração de 2,5% na produção manufatureira da maior economia europeia.

No Reino Unido, espera-se que Theresa May renuncie oficialmente hoje como líder do Partido Conservador, embora ela vá manter o cargo de primeira-ministra até que um substituto seja nomeado.

Às 7h10 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,77%, a de Frankfurt avançava 0,82% e a de Paris tinha alta 1,53%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,91%, 0,83% e 0,25%, respectivamente. No câmbio, o euro se enfraquecia a US$ 1,1260, de US$ 1,1277 no fim da tarde de ontem, mas a libra ganhava força, negociada a US$ 1,2713, ante US$ 1,2698 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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