Finanças

Bolsas europeias sobem com bancos com rumor de que Trump irá reduzir regulações

As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira ajudadas pelo setor bancário em meio a rumores de que o presidente dos EUA, Donald Trump, irá afrouxar os regulamentos dos EUA sobre o setor financeiro. Queda acentuada das mineradores, no entanto, limita os ganhos.

Às 9h (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,46%, Paris avançava 0,68% e Frankfurt ganhava 0,12%. A Bolsa de Milão subia 0,46%, Madri acelerava 0,39% e Lisboa tinha alta de 2,00%.

Os movimentos ocorreram depois de rumores de que Trump planeja assinar um decreto nesta sexta-feira para reduzir a lei de revisão financeira Dodd-Frank de 2010, como parte de um impulso para desmantelar grande parte do sistema regulatório posto em prática após a crise financeira.

No horário acima, as ações do Deutsche Bank, em Frankfurt, avançavam 1,18%, recuperando uma parte da perda de mais de 5% de quinta-feira, depois de ter apresentado prejuízo líquido de 1,9 bilhão de euros (US$ 2,05 bilhões) no quarto trimestre, pior do que o esperado.

As ações do Royal Bank of Scotland avançavam 1,75%. Já o BNP Paribas da França subia 1,03% e o CaixaBank tinha alta de 2,34%.

Por outro lado, o espanhol Banco Popular tinha queda superior a 6% depois que o credor reportou perda anual de 3,5 bilhões de euros (US$ 3,75 bilhões), prejudicada por empréstimos ruins e maiores provisões.

Apesar de o setor financeiro garantir a alta das bolsas, o segmento de mineração limita os ganhos. Isso porque as empresas amargam perdas depois que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu elevar as taxas de juros da chamada linha de crédito permanente, em mais uma tentativa de promover a desalavancagem do setor financeiro.

A partir desta sexta-feira, a taxa overnight da linha será de 3,1%, ante 2,75% anteriormente, segundo comunicado divulgado no site do PBoC. Também foram elevadas as taxas de sete dias, de 3,25% para 3,35%, e de um mês, de 3,6% para 3,7%. Essas taxas servem de teto para o corredor de taxa de juros do PBoC.

Como a China é a maior compradora de cobre do mundo, as mineradoras tendem a ser penalizadas quando os juros sobem por lá. O papel da Glencore tinha queda de 3,16% e a ação da Rio Tinto recuava 2,59%. Esta mudança de sexta-feira “indica que o PBoC enfrenta um dilema”, disse Zhiwei Zhang, economista da Deutsche Bank, em nota.

“A política monetária precisa ser reforçada por considerações de estabilidade financeira, mas a China quer controlar o ritmo e a magnitude para que o aperto não desencadeie ajustes disruptivos [explosão de bolhas], e não prejudique as perspectivas de crescimento estável”, disse Zhang.

Entre os principais indicadores, as vendas no varejo da zona do euro tiveram queda de 0,3% em dezembro ante novembro, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado frustrou analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam alta de 0,3%. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda mais branda, para 55,8. Após o dado, a libra esterlina ampliou perdas. Dados negativos podem levar o Banco da Inglaterra (BoE) a manter ou reforçar estímulos monetários, o que tenderia a pressionar a moeda britânica. Às 9h (de Brasília), a libra recuava a US$ 1,2482, de US$ 1,2541 no fim da tarde de ontem.

Veja também

+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Jovem morre após queda de 50 metros durante prática de Slackline Highline
+ Conheça o phloeodes diabolicus "o besouro indestrutível"
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida grátis e vai presa
+ Zona Azul digital em SP muda dia 16; veja como fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel

Tópicos

bolsas Europa manhã