Finanças

Bolsas europeias operam sem tendência única pautadas por BCE, Fed e Alemanha

As bolsas europeias operam sem direção única nesta terça-feira e perto da estabilidade, com os investidores de olho na reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e do Banco Central Europeu (BCE). Além disso, o mercado digere ainda notícias corporativas e dados ruins da Alemanha.

Às 8h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres operava em alta de 0,05%, Paris recuava 0,26% e Frankfurt subia 0,14%. Já a Bolsa de Milão recuava 0,11%, Madri perdia 0,10% e Lisboa tinha alta de 0,15%.

A aproximação das reuniões de política monetária tem deixado o mercado cauteloso. Na quinta-feira, o BCE anuncia sua decisão de juros e, embora não seja esperado nenhuma mudança, o mercado segue focado no discurso do presidente da instituição, Mario Draghi, que poderá dar pistas sobre o ritmo de compras de títulos no âmbito do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). Além disso, as chances de uma alta de juros dos EUA na semana que vem aumentaram e agora estão em 84,1%, de acordo com dados do CME Group. Enquanto isso, os investidores continuam a acompanhar de perto os acontecimentos políticos em toda a Europa, onde a incerteza tem dominado, principalmente em torno da eleição presidencial francesa.

Entre os destaques do dia, as ações de mineradoras ajudam a manter certo tom positivo. As ações da Rio Tinto, por exemplo, subiam 1,22% e as da BHP Billiton em Londres avançavam 0,82% depois que as reservas internacionais da China tiveram um aumento inesperado pela primeira vez em oito meses em fevereiro, voltando a superar a marca dos US$ 3 trilhões, segundo dados publicados hoje pelo banco central chinês (PBoC).



No cenário corporativo, a empresa de entrega de comida Just Eat registra alta de 5%, após divulgar aumento na receita e dobrar seus lucros. Já o papel da Software AG subiam mais de 3% depois que a empresa anunciou recompra de ações de até 100 milhões de euros até 15 de maio.

Por outro lado, as ações da empresa de energia Aggreko recuam em torno de 10% depois de registrar queda de 3% na receita subjacente do ano.

Do lado dos indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% no quarto trimestre de 2016 ante o terceiro e registrou expansão anual de 1,7%, segundo dados finais da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. Os números confirmaram estimativas anteriores divulgadas em meados de fevereiro e vieram em linha com as expectativas de analistas.

Na contramão, as encomendas à indústria da Alemanha caíram 7,4% em janeiro ante dezembro, no cálculo ajustado, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério de Economia do país. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam recuo consideravelmente menor, de 2,5%.

“Os dados de encomendas à indústria da Alemanha foram excepcionalmente decepcionantes, com fraqueza tanto nas encomendas domésticas quanto nas externas”, escreveu Mantas Vanagas, economista da Daiwa Capital Markets.

Os dados estarão provavelmente entre os números que o BCE considera para suas perspectivas de política monetária. Analistas esperam uma discussão mais ampla sobre a orientação do BCE, após a inflação geral subir para 2% em janeiro.

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