Finanças

Bolsas europeias caem majoritariamente, de olho em avanço de covid-19 nos EUA

Crédito: AFP/Arquivos

O índice FTSE-100 da bolsa de Londres: acuado pelas notícias que vêm do oeriente (Crédito: AFP/Arquivos)

As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa na manhã desta quinta-feira, perdendo força em relação aos ganhos moderados da abertura do pregão, à medida que a disseminação do coronavírus nos EUA continua gerando incertezas sobre a recuperação da economia global.

Ontem, os EUA ultrapassaram a marca de 3 milhões de casos de covid-19, com mais de 132 mil mortes, em meio a uma segunda onda de infecções que teve início com a gradual reversão de medidas de isolamento motivadas pela doença. Apesar disso, o presidente americano, Donald Trump, insiste que manterá a reabertura econômica e vem pressionando para que as escolas reabram durante o outono local, que começa em 22 de setembro.

Ásia central enfrenta segunda onda do coronavírus

O avanço do coronavírus nos EUA reforça dúvidas sobre a velocidade da retomada da economia mundial. Já na China, dados oficiais mostraram que a inflação doméstica ganha força, mais uma evidência de que o gigante asiático está ao poucos superando o violento choque inicial da covid-19. O bom desempenho das bolsas asiáticas contribuiu hoje para o início positivo dos negócios na Europa.

Outro foco de preocupação é a Alemanha. A maior potência econômica europeia continua dando sinais de recuperação, mas não no ritmo desejado. Em maio, as exportações alemãs subiram 9% na comparação mensal, mas analistas previam um salto ainda mais robusto, de 13,5%. Nesta semana, a produção industrial alemã também decepcionou, ao crescer menos do que o previsto.

Às 7h01 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,59%, enquanto a de Milão recuava 0,54%, a de Madri cedia 0,29% e a de Lisboa se desvalorizava 0,30%. Por outro lado, o índice acionário alemão Dax subia 1,21% em Frankfurt e o francês CAC-40 tinha alta marginal de 0,05% em Paris.

No câmbio, o euro se mantinha perto da estabilidade ante o fim da tarde de ontem, negociado a US$ 1,1330, mas a libra avançava a US$ 1,2652, de US$ 1,2614 na véspera, um dia depois de o Reino Unido anunciar uma série de medidas de estímulo com foco no mercado de trabalho, em reação à crise do coronavírus.

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