Finanças

Bolsas europeias caem com fala de Mnuchin antes de assinatura de acordo comercial

Crédito: Divulgação

As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa na manhã desta quarta-feira, na expectativa para a formalização mais tarde do acordo comercial preliminar entre EUA e China, mas o otimismo recente com o acerto perdeu força após comentários do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin. Investidores na Europa também digerem uma série de indicadores regionais, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) alemão, números de inflação do Reino Unido e dados de produção industrial da zona do euro, e monitoram a temporada americana de balanços trimestrais, que começou informalmente ontem.

Numa declaração que prejudicou o apetite por ativos considerados mais arriscados, como ações, Mnuchin disse ontem que as tarifas dos EUA a produtos chineses vão permanecer em vigor até a conclusão de uma segunda fase do pacto comercial. A fala, que gerou temores de que EUA e China voltem a se desentender no comércio mais adiante, veio na véspera da cerimônia de assinatura do acordo comercial sino-americano “de fase 1” em Washington, prevista para começar às 13h30.

Antes do evento na capital americana, foram divulgados vários indicadores relevantes na Europa nas últimas horas.

Na Alemanha, a agência de estatísticas Destatis revelou estimativa preliminar de que a maior economia do continente cresceu 0,6% em 2019, seu pior resultado desde 2013. Embora tenha vindo um pouco acima das expectativas, o PIB alemão mostrou forte desaceleração em relação a 2018 (+1,5%) e 2017 (+2,5%).

No Reino Unido, a taxa anual de inflação ao consumidor desacelerou de 1,5% em novembro para 1,3% em dezembro, atingindo o menor nível desde novembro de 2016 e ficando ainda mais distante da meta de inflação do Banco da Inglaterra (BoE), de 2%.

Na zona do euro, a produção industrial da zona do euro cresceu 0,2% em novembro ante outubro, mas analistas previam alta maior, de 0,5%, enquanto seu superávit comercial encolheu de 24 bilhões de euros em outubro para 19,2 bilhões de euros em novembro.

Também estão no radar os balanços trimestrais dos EUA. Ontem, foram divulgados informes de alguns dos maiores bancos americanos: JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo. O calendário desta quarta inclui resultados do Bank of America, Goldman Sachs, UnitedHealth e Alcoa.

Às 8h09 (de Brasília), a Bolsa de Frankfurt caía 0,11% e a de Paris cedia 0,09%, mas a de Londres tinha alta marginal de 0,02%. Já a Bolsa de Milão recuava 0,43% e a de Madri perdia 0,39%, enquanto a de Lisboa subia 0,32%. No câmbio, a libra se enfraquecia levemente, a US$ 1,3022, de US$ 1,3026 no fim da tarde de ontem, mas o euro subia a US$ 1,1153, de US$ 1,1133 ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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