Finanças

Bolsas europeias avançam com BCE e EUA-China, mas libra forte pressiona Londres

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta sexta-feira, ainda reagindo ao amplo pacote de estímulos revelado ontem pelo Banco Central Europeu (BCE) e acompanhando de perto os desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China, que nos últimos dias deram sinais de que buscam superar o impasse bilateral. A exceção é o mercado inglês, que cai à medida que a libra se fortalece significativamente, embora persistam incertezas sobre o futuro do Brexit.

Ontem, o BCE cortou sua taxa de depósito de -0,40% para -0,50%, na primeira redução de juros desde 2016, e anunciou a retomada do programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês), através do qual comprará 20 bilhões de euros em ativos mensalmente a partir de novembro.

Em coletiva de imprensa que se seguiu à decisão, o presidente do BCE, Mario Draghi, apelou aos governos da zona do euro que tomem medidas fiscais, de maneira a complementar o estímulo monetário e revigorar a economia da região.

O apetite por risco também é sustentado pelos últimos lances do conflito comercial sino-americano. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, não descartou a hipótese de um acordo comercial preliminar com a China, embora afirme ter preferência por um pacto abrangente.

A questão do Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia (UE), continua no radar, ainda que o Parlamento britânico esteja suspenso desde a noite de segunda-feira (09) e assim continuará até 14 de outubro. Apesar das incertezas em torno do divórcio entre Reino Unido e UE, a libra opera em forte alta hoje, chegando a atingir os maiores níveis em pelo menos sete semanas. Às 7h03 (de Brasília), a moeda britânica avançava a US$ 1,2458, de US$ 1,2340 no fim da tarde de ontem, enquanto a Bolsa de Londres caía 0,12%.

A agenda de indicadores da Europa trouxe apenas a balança comercial da zona do euro, que teve mostrou superávit de 19 bilhões de euros em julho, maior do que o saldo positivo de 17,7 bilhões de euros de junho, segundo dados ajustados divulgados pela agência de estatísticas Eurostat. As exportações dos 19 países que formam o bloco subiram 0,6% na passagem de junho para julho, enquanto as importações ficaram estáveis no período.

No horário citado acima, as demais bolsas europeias se valorizavam. A de Frankfurt subia 0,46% e a de Paris avançava 0,41%. Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 0,38%, 0,58% e 0,78% respectivamente. No câmbio, o euro se fortalecia a US$ 1,1103, de US$ 1,1068 no fim da tarde de ontem. Com informações da Dow Jones Newswires.

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