Finanças

Bolsas de NY sobem com EUA-China; S&P 500 e Nasdaq têm recorde de fechamento

As bolsas de Nova York fecharam em alta em geral modesta nesta sexta-feira, 13, com investidores atentos ao noticiário sobre a fase 1 do acordo comercial entre Estados Unidos e China. A notícia sobre a conclusão do pacto provocou uma euforia pontual nos índices, mas análises posteriores sobre o grau do que já foi obtido e as incertezas à frente temperaram o humor. De qualquer modo, o S&P 500 e o Nasdaq conseguiram atingir novos patamares recordes de fechamento.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,01%, em 28.135,38 pontos, o Nasdaq avançou 0,20%, a 8.734,88 pontos, e o S&P 500 teve ganho de 0,01%, a 3.168,80 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones subiu 0,34%, o Nasdaq avançou 0,91% e o S&P 500, 0,73%.

Após uma abertura em baixa, as bolsas de Nova York ganharam um pouco de fôlego à espera de novidades no comércio entre as potências. Com os mercados americanos abertos, os governos chinês e americano confirmaram a conclusão da fase 1 do acordo, o que provocou máximas nos índices acionários.

Entre os setores, o de tecnologia se destacou, com Apple em alta de 1,36% e Intel, de 0,42%. Os bancos, por outro lado, caíram, em dia de recuo nos Treasuries: Goldman Sachs perdeu 0,46%, JPMorgan cedeu 0,88% e Wells Fargo, 1,05%.

Mais adiante no pregão, os índices passaram a oscilar entre ganhos e perdas, terminando em sua maioria praticamente estáveis, com exceção do Nasdaq.

Para a Capital Economics, o acordo retirou uma ameaça do cenário, ao incluir um recuo na elevação de tarifas já marcada para este domingo e ainda um corte parcial em tarifas já existentes. Por outro lado, a consultoria pondera em relatório que continua a haver muitas dúvidas no radar. Nessa linha, o Citi afirma em outro relatório que não se pode descartar nova escalada entre as potências mais adiante. Alguns analistas ainda alertavam para o fato de que não se conhecem todos os detalhes do acordo e que ele em tese poderia nem ser concretizado. Além disso, há dúvidas sobre quando pode começar o diálogo pela fase 2 do acordo, com declarações divergentes sobre esse ponto entre os dois países.