Finanças

Bolsas de NY fecham na maioria em queda, após alerta da Apple por coronavírus


As bolsas de Nova York fecharam na maioria em território negativo nesta terça-feira, 18, influenciadas pelo alerta da Apple sobre seus resultados no futuro próximo. Um comunicado da empresa renovou a cautela sobre os impactos do coronavírus na economia global, o que deixou em segundo plano um dado positivo dos Estados Unidos e algumas notícias do setor corporativo.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,56%, em 29.232,19 pontos, o Nasdaq subiu 0,02%, a 9.732,74 pontos, em patamar recorde de fechamento, e o S&P 500 teve queda de 0,29%, a 3.370,29 pontos.

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A Apple informou na segunda-feira que não esperava mais atingir os resultados previstos para o trimestre até março, por causa do surto de coronavírus. Os motivos citados foram uma queda na oferta global de iPhones, graças a problemas na cadeia produtiva do aparelho, e problemas na demanda na China, epicentro da doença. A ação da gigante do setor de tecnologia chegou a cair mais no início do dia, mas reduziu perdas ao longo do pregão, fechando com baixa de 1,83%.

O BBVA destacou em comunicado a aversão ao risco como marca dos mercados internacionais no dia de hoje, na volta do feriado do Dia do Presidente na segunda-feira nos Estados Unidos, que havia deixado os mercados locais fechados. Para a LPL Financial Research, o anúncio da Apple impôs “um tom cauteloso”, com o setor de tecnologia em foco. Também hoje, o UBS cortou sua projeção para o crescimento dos EUA no primeiro trimestre, de 0,6% a 0,4%, em números anualizados.

Ao longo do pregão, porém, vários papéis do setor de tecnologia melhoraram, contrabalançando a fraqueza da Apple. Microsoft subiu 1,01% e IBM, 0,27%, mas Intel registrou baixa de 1,68%. Para a Oxford Economics, há um risco maior de reversão no recente desempenho forte do setor de tecnologia nos EUA, já que esses papéis estão em patamares elevados.

Entre outras ações em foco, Walmart avançou 1,45%. A varejista divulgou balanço com números inferiores ao esperado pelo mercado para o quarto trimestre, mas elevou seu dividendo e mostrou otimismo sobre as perspectivas para o futuro próximo.

Na agenda de indicadores, o índice de atividade industrial Empire State do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York avançou de 4,8 em janeiro a 12,9 em fevereiro, ante previsão de 4,5 dos analistas.