Finanças

Bolsas de NY fecham em alta com foco em reabertura, protestos e China no radar

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 1º, em meio ao otimismo dos investidores com os processos de reabertura econômica, reforçado por indicadores americanos que foram divulgados hoje. No entanto, as tensões crescentes entre os Washington e Pequim, assim como os protestos antirracismo que se espalham pelos Estados Unidos, ficam no radar e impedem ganhos maiores no mercado acionário.

O índice Dow Jones registrou alta de 0,36%, a 25.475,02 pontos, o S&P 500 subiu 0,38%, a 3.055,73 pontos, e o Nasdaq avançou 0,66%, a 9.552,05 pontos.

Depois de terem começado o pregão em baixa, os índices acionários de Nova York se recuperaram e o otimismo com a retirada gradual das restrições impostas pelo coronavírus prevaleceu. O bom humor foi reforçado por dados da economia americana. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial subiu da mínima histórica de 36,1 em abril para 39,8 na leitura final de maio. Já os investimentos em construção caíram 2,3% nos EUA em abril, mas o mercado esperava um recuo maior.

Na visão de analistas do banco NatWest, porém, ainda é cedo para declarar que a reabertura econômica foi um sucesso. “Pensamos que precisaríamos pelo menos até meados de junho para tirar conclusões”, afirmam, ao frisarem que qualquer avanço mais forte no mercado acionário pode ser prematuro.

No S&P 500, o subíndice do setor imobiliário liderou as altas (+2,1%), seguido pelo do setor de energia (+1,68) e pelo do setor financeiro (+1,16%). As ações do Wells Fargo avançaram 2,34%, as do Citigroup ganharam 3,21% e as da ExxonMobil subiram 1,78%. Os papéis da farmacêutica Gilead, no entanto, recuaram 3,43%, após resultados considerados mistos de uma pesquisa sobre a eficácia do antiviral remdesivir para o tratamento de covid-19.

Analistas da LPL Financial destacam que o mercado acionário fechou o mês de maio em alta e que a máxima do mercado de “vender em maio” não se confirmou neste ano, mas preveem que o rali desacelerará em junho, “quando a economia começar a passar para a próxima fase mais difícil de recuperação em meio às tensões entre EUA e China”. Hoje, o país asiático orientou empresas estatais a suspenderam as importações de produtos agrícolas de Washington.

Os protestos que se espalham por cidades americanas, após a morte de George Floyd, um homem negro asfixiado por um policial branco em Minneapolis, também ficam no radar. “O processo de reabertura da economia doméstica será ainda mais complicado pelos protestos e danos materiais associados”, avaliam analistas do BMO Capital Markets. Os especialistas lembram que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, disse que uma recuperação completa da economia só virá quando a confiança do consumidor voltar. Segundo eles, embora o banqueiro central estivesse se referindo à pandemia, a convulsão social também mina a confiança.

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