Finanças

Bolsas de NY batem recorde de fechamento após notícias sobre acordo EUA-China

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 12, com S&P e Nasdaq batendo recordes de fechamento. O driver do dia foi o acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China, que, de acordo com notícias baseadas em fontes, estaria bem próximo de uma assinatura. O otimismo dos investidores ganhou força com um tuíte do presidente Donald Trump, afirmando estar perto de “um grande acordo” com Pequim. As bolsas aceleraram ganhos quando fontes da Dow Jones Newswires informarem que negociadores americanos ofereceram reduzir as tarifas impostas à China.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,79%, em 28.132,05 pontos, o Nasdaq avançou 0,73%, a 8.717,32 pontos, e o S&P 500 subiu 0,86%, a 3.168,57 pontos.

Os índices futuros do mercado acionário americano apontavam para uma abertura em baixa, em um movimento de cautela diante do processo prolongado de negociações comerciais EUA-China. No domingo, passa a valer o aumento de 10% para 15% da alíquota para produtos chineses importados pelos EUA. A redução da tarifa é um dos pontos de impasse para fechamento de um pacto, por parte de Pequim.

Logo no início do pregão, porém, o cenário se reverteu e notícias positivas sobre as negociações sino-americanas deram ânimo ao investidor. Trump foi ao Twitter afirmar que um acordo “grande” com a China estaria “muito próximo” e depois reforçou que estaria fechando o acordo em uma fala rápida na Casa Branca.

“Os acontecimentos no comércio voltaram-se para o otimismo após o presidente americano Donald Trump dizer que o acordo comercial com a China está próximo”, destacou o BBVA em relatório nesta tarde.

Nem a nota do jornal chinês Global Times, insinuando que fala de Trump deveria ser um truque para animar os mercados acionários, diminuiu o apetite por risco.

As altas no mercado acionário aceleraram quando fontes da Dow Jones Newswires informaram que negociadores americanos ofereceram reduzir as tarifas impostas à China em 50% sobre US$ 360 bilhões em produtos. O mercado fechou o dia embalado pela notícia, com base em fontes, que EUA e China chegaram a um acordo comercial em princípio, divulgada pela Bloomberg TV. Até o fechamento do pregão nenhuma autoridade americana havia confirmado a notícia.

Ainda no mercado acionário americano, vale destacar a queda de 35,4%, em novembro, das remessas de iPhones, da americana Apple, para a China, segundo dados do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação do governo chinês. As ações da empresa chegaram a cair no pregão de hoje, mas fecharam o dia em alta de 0,25%, embaladas pelo otimismo com o comércio global.

Já a Boeing viu seus papéis caírem 1,06%, após documentos revelarem que a agência de aviação dos EUA sabia dos riscos de acidentes com o modelo 737 MAX, antes da segunda queda de uma aeronave do modelo, em março deste ano. Hoje a Administração de Aviação Civil da China expressou preocupações sobre a segurança das alterações propostas pela empresa aos softwares e sistemas de controle de voo do 737 MAX, para colocá-lo novamente em operação. /COM DOW JONES NEWSWIRES

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