Finanças

Bolsas da Europa tentam firmar alta, de olho em EUA-China e notícias locais

As bolsas europeias mostraram fraqueza logo após abrir, depois passaram a oscilar perto da estabilidade e, há pouco, ganharam mais força e se firmavam em território positivo, com a melhora de várias ações do setor bancário. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China continuam a receber a atenção dos investidores, mas também notícias locais, como a balança comercial da zona do euro e a multa imposta a alguns bancos anunciada há pouco pela Comissão Europeia por dois episódios de cartel no mercado cambial. Às 7h25 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 0,32%.

Ontem, o presidente americano, Donald Trump, assinou um decreto que restringe a presença nos EUA de equipamentos de redes de telecomunicações, o que na prática atinge sobretudo companhias chinesas, como a Huawei. Nesta madrugada, o governo da China criticou a postura no episódio. Além disso, um porta-voz do Ministério do Comércio ameaçou retaliar, em caso de nova tarifa americana sobre mais produtos chineses, e disse ainda que desconhece planos de visita americana a Pequim sobre comércio. Na quarta-feira, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, havia dito que o “mais provável” era uma reunião em breve na capital chinesa para tentar salvar o acordo comercial, mas a declaração do funcionário chinês lança dúvidas sobre isso.

Em discurso em Hamburgo, o presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, alertou para o “veneno” gerado pela escalada tarifária, enfatizando que a própria economia americana seria a principal vítima. Weidmann destacou que as guerras comerciais não têm vencedores, em meio a especulações sobre eventual decisão dos EUA sobre tarifas no setor automotivo em breve, que prejudicariam especialmente as montadoras da Europa. Segundo notícias da imprensa americana, Trump adiou a decisão sobre o assunto para mais adiante.

Na Europa, a agenda de indicadores trouxe como destaque a balança comercial. O superávit comercial da zona do euro recuou a 17,9 bilhões de euros em março, após ajustes sazonais, de 20,6 bilhões de euros em fevereiro, segundo dados oficiais.

Além disso, a Comissão Europeia anunciou uma multa contra cinco bancos pela participação em dois episódios de cartel no mercado de câmbio. O valor total da multa é de 1,07 bilhão de euros, segundo o comunicado, e alvos foram Barclays, RBS, Citigroup, JPMorgan e MUFG. Após a notícia, a ação do Barclays caía 0,90% e RBS recuava 0,43%, na Bolsa de Londres. O setor bancário em geral, porém, se saía bem: Commerzbank subia 0,96% em Frankfurt, UniCredit ganhava 0,08% em Milão, Crédit Agricole tinha alta de 0,54% em Paris e Santander ganhava 0,71% em Madri.

Entre outras ações em foco, Airbus subia 0,48%, após a empresa dizer que sua demanda permanece forte. No noticiário, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, deve ter dia de reuniões sobre o processo de saída do país da União Europeia, o Brexit, e poderia anunciar alguma novidade.

Às 7h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,24%, Frankfurt avançava 0,67% e Paris tinha alta de 0,34%. Milão operava com ganho de 0,52%, Madri subia 0,46% e Lisboa registrava queda de 0,76%. No mercado cambial, o euro subia a US$ 1,1210, de US$ 1,1205 no fim da tarde de ontem, e a libra recuava a US$ 1,2829, de US$ 1,2845.

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