Finanças

Bolsas da Europa recuam com comércio, dados da China e notícias de empresas

As bolsas europeias abriram com sinal misto, nesta madrugada, mas o lado negativo passou a predominar nos negócios durante a manhã, com Londres oscilando perto da estabilidade. A cautela com o comércio global em meio a tensões entre Estados Unidos e China continua a influenciar. Além disso, houve indicadores abaixo do esperado na potência asiática, enquanto investidores reagem também a várias notícias corporativas locais. Nesse quadro, o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em baixa de 0,32%, às 7h (de Brasília).

Depois de uma sessão de recuperação na terça-feira, o quadro volta a ser predominantemente negativo nas praças europeias. Mais cedo, a China informou que seus dados de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos não-rurais tiveram desaceleração em abril, com números abaixo do esperado por analistas. Na própria Ásia, o dia ainda assim foi de ganhos, com recuperação depois de quedas recentes e alguns no mercado citando a chance de mais estímulos da China mais adiante. Na Europa, a leitura sobre os números da China parece mais negativa.

Além disso, o porta-voz da chancelaria chinesa Geng Shuang pediu mais cedo um “ambiente justo” para as empresas do país, em um recado aos Estados Unidos. Há rumores de que o governo americano pode usar o argumento da segurança nacional para barrar a presença da chinesa Huawei no setor de equipamentos de telecomunicações em negócios com companhias dos EUA, em meio às dificuldades no diálogo bilateral sobre comércio.

Na própria Europa, indicadores importantes foram divulgados. O PIB da zona do euro cresceu 0,4% no primeiro trimestre ante o anterior e 1,2% na comparação anual, na preliminar, como previsto pelos analistas. O PIB da Alemanha avançou 0,4% no primeiro trimestre ante o anterior e 0,7% na comparação anual, também como esperado, enquanto o crescimento econômico de Portugal foi de 1,8% no primeiro trimestre, na comparação anual.

Além disso, notícias do setor corporativo influenciavam os negócios. A ação do Crédit Agricole caía 2,60% em Paris, após balanço mostrar queda de 11% no lucro líquido, abaixo da expectativa dos analistas. Renault operava em baixa de 4,10%, com a notícia de que o resultado da Nissan pesa sobre o crescimento da montadora francesa. Em Frankfurt, Commerzbank chegou a subir mais cedo com a notícia de que o UniCredit negou preparativos para um eventual acordo, mas o papel virou e agora recuava 2,59%. Já RWE ganhava 3,30%, após balanço.

Às 7h18 (de Brasília), Londres subia 0,05%, com foco em balanços, Frankfurt recuava 0,46% e Paris tinha baixa de 0,33%. Milão operava em queda de 0,81%, Madri caía 0,20% e Lisboa cedia 0,25%. No mercado cambial, o euro caía a US$ 1,1203, de US$ 1,1211 no fim da tarde de ontem, e a libra operava estável, a US$ 1,2906. No mercado de bônus, o juro do Bund de 10 anos da Alemanha recuava a -0,106%, diante da maior busca por segurança entre investidores.

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