Finanças

Bolsas da Europa operam em baixa, após dados e com foco em comércio e payroll

Mostrando volatilidade em suas primeiras horas, as principais bolsas europeias firmaram-se em baixa, ao menos por ora, à espera do relatório mensal de empregos (payroll) de agosto dos Estados Unidos, que sai às 9h30 (de Brasília). Além disso, reagiram a indicadores da própria Europa divulgados mais cedo e ainda existe uma cautela com as tensões comerciais, que pressionaram as ações no continente ao longo desta semana.

O índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 0,18%, a 372,80 pontos, às 6h53 (de Brasília).

Investidores temem que o governo do presidente americano, Donald Trump, leve adiante a ameaça feita anteriormente e anuncie novas tarifas contra produtos da China. A medida, que poderia ser anunciada hoje, seria mais um passo no aprofundamento da disputa no comércio, que deve ter impacto sobre o crescimento global. Além disso, há incertezas sobre as negociações entre EUA e Canadá, no âmbito do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês). Na noite de ontem, Trump deu declaração mais otimista sobre a chance de acordo entre os dois países, mas não excluiu a possibilidade de que não se alcance uma solução.

Na agenda de indicadores, o destaque é para o payroll, um dos principais dados dos EUA. A mediana dos analistas ouvidos pelo Broadcast prevê a criação de 193 mil vagas em agosto, o que seria um resultado forte, após a geração de 157 mil postos em julho. Os sinais positivos podem apoiar os mercados acionários, já que seriam uma mostra da robustez da economia americana, mas também podem levar investidores a ponderar que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve manter o aperto monetário gradual, o que tende a pressionar as ações.

Na agenda europeia, a terceira estimativa do dado mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 2,1% no segundo trimestre, na comparação anual, um pouco menos que a estimativa anterior e que a previsão dos analistas, ambas de alta de 2,2%. O comércio e os gastos dos consumidores frearam o resultado, segundo a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

Na Alemanha, a produção industrial teve queda de 1,1% em julho ante o mês anterior, contrariando a previsão de alta de 0,2% dos analistas. O superávit comercial do país caiu a 15,8 bilhões de euros em julho, após ajustes, ante expectativa de 20,2 bilhões de euros dos economistas, também afetado pelas tensões comerciais.

No câmbio, o euro e a libra avançam em relação ao dólar, o que tende a pressionar ações de exportadoras, já que com isso seus produtos ficam mais caros para os detentores da divisa americana.

Às 6h59 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,56%, Frankfurt recuava 0,38% e Paris tinha baixa de 0,26%. Milão perdia 0,39%, Madri tinha queda de 0,40% e Lisboa, de 0,58%. No câmbio, o euro subia a US$ 1,1635 e a libra avançava a US$ 1,2962.

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