Finanças

Bolsas da Europa operam em alta, impulsionadas por sinais de bancos centrais

Os principais mercados acionários da Europa operam em alta na manhã desta quinta-feira, 20, apoiados por sinais interpretados pelos operadores como favoráveis a estímulos monetários dos bancos centrais dos Estados Unidos (Federal Reserve), da Inglaterra (BoE) e do Japão (BoJ).

Os três bancos centrais, que decidiram suas políticas monetárias nas últimas 18 horas, mantiveram inalteradas as taxas, mas admitiram que podem adotar postura mais favorável a estímulos monetários caso as condições internas e externas provocarem a desaceleração da atividade e da inflação.

O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou ontem que o argumento para ma maior acomodação monetária em solo americano cresceu desde a reunião de maio, embora tenha indicado que o banco central vai monitorar os acontecimentos futuros. “Gostaríamos de ver mais evidências”, afirmou.

Visão semelhante foi adotada pelo BoJ e o BOE. No caso japonês, o presidente da autoridade monetária, Haruhiko Kuroda, disse não hesitar em afrouxar ainda mais a política monetária. Já na Inglaterra, o BC destacou a guerra comercial entre Estados Unidos e China e o impasse em torno do Brexit.

Outro evento monitorado pelo mercado foi a fala do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, na Espanha. Ele disse que o corte de juros é apenas “uma possibilidade”, mas que a instituição vai agir com uma combinação de medidas se perceber que as expectativas de inflação perderem força.

A possibilidade de, no futuro próximo, haver nova rodada de relaxamento monetário já anima o mercado. Assim, perto das 9h (de Brasília), a Bolsa de Paris operava em 5.554,46 pontos (+0,65%), a de Frankfurt avançava para 12.408,01 pontos (+0,81%) e a de Milão subia para 21.385,24 pontos (+0,77%).

Em Londres, o índice FTSE 100 avançava 0,69%, aos 7.454,31 pontos, perto da máxima do dia. A ação da empresa de energia BP subia 1,15%, com a ajuda dos preços do petróleo.

As exceções são das bolsas ibéricas, com quedas pontuais: Madri caía para 9.207,50 pontos (-0,26%) e Lisboa cedia para 5.089,37 pontos (-0,19%).

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