Finanças

Bolsas da Europa fecham em queda, com setor de energia sob pressão

As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça-feira, 13, com destaque para os mercados acionários em Londres e Frankfurt, que recuaram mais de 1%. Mais ou menos na metade do pregão local, investidores reagiram com relativo bom humor à divulgação pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos de um índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de fevereiro em desaceleração ante janeiro na série com ajustes sazonais e no núcleo do indicador de inflação. Mas o otimismo não foi suficiente para levar todos os índices para o campo positivo nem se sustentou diante da notícia da demissão do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e da expectativa pela contagem de estoques de petróleo nos EUA do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês).

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou a sessão em baixa de 0,98%, aos 375,49 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,05%, aos 7.138,78 pontos. Diante da perspectiva por um aumento na produção global de petróleo, o que deve intensificar a tendência de declínio das já combalidas cotações da commodity, empresas do setor listadas na mercado acionário londrino sofreram perdas. As ações da Sirius Petroleum, entre as mais negociadas do dia, despencaram 8,11%, enquanto as da gigante BP recuaram 0,83%.

Outro fator de peso para o principal composto de ações do Reino Unido é a desvalorização sofrida pelo dólar após o anúncio do CPI dos EUA, já que muitas companhias listadas no FTSE 100 têm receitas vinculadas à divisa americana. É o caso das petroleiras citadas acima.

No noticiário corporativo, a mineradora chilena Antofagasta, também listada na bolsa de Londres, divulgou mais cedo que alcançou um lucro líquido de US$ 750,6 milhões em 2017, resultado 4,7 vezes maior que o ganho de US$ 158 milhões obtido em 2016, graças ao avanço nos preços do cobre e a uma rígida gestão de custos. Seus papéis tiveram ganho de 3,02% na sessão.

Já o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, registrou hoje uma baixa de 1,59%, para 12.221,03 pontos. As ações da empresa do setor de energia RWE ficaram entre os declínios mais acentuados (-2,93%), em uma aparente correção dos fortes ganhos obtidos no pregão anterior. Circulou na véspera a notícia de que sua participação na Innogy será adquirida pela E.ON. Hoje, contudo, os papéis dessas duas últimas companhias voltaram a avançar, 0,49% e 3,87%, respectivamente, a despeito do recuos das ações da RWE.

Também puxaram o DAX 30 para o negativo as baixas das ações da Siemens (-1,59%) e da química BASF (-1,84%), duas das empresas de maior peso do composto.

Na bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve declínio de 0,64%, aos 5.242,79 pontos. O Ibex 35, do mercado acionário de Madri, caiu 0,37%, para os 9.691,70 pontos, enquanto o PSI-20, de Lisboa, cedeu 0,23%, para os 5.425,62 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB fechou a sessão em baixa de 0,32%, para os 22.690,98 pontos. Enquanto a ação mais negociada foi a do Banca Carige, com alta de 4,44%, as perdas de papéis de empresas relevantes no composto o mantiveram no vermelho, casos da Telecom Itália (-2,37%) e do banco Intesa Sanpaolo