Finanças

Bolsas da Europa fecham em queda, com política e comércio no radar

As bolsas europeias fecharam em território negativo nesta quarta-feira, com a política do Reino Unido e a dos Estados Unidos no radar. Além disso, o enfraquecimento do euro e da libra em relação ao dólar ajudou ações de exportadoras, enquanto o cenário no comércio global também foi monitorado.

O índice Stoxx 600 fechou em queda de 0,58%, a 387,59 pontos.

A tensão política nos Estados Unidos esteve no radar dos investidores europeus, após na terça-feira a Câmara dos Representantes abrir um inquérito para eventual impeachment do presidente Donald Trump. Com a divulgação nesta manhã de transcrições de uma conversa entre Trump e o presidente da Ucrânia que estão no centro da polêmica, porém, houve certo alívio em relação ao assunto.

Além disso, a política britânica continuou a mostrar um quadro de incerteza. Nesta quarta, o Parlamento voltou ao trabalho, após a Suprema Corte decretar a ilegalidade da suspensão do Legislativo pelo premiê Boris Johnson. O primeiro-ministro continua em sua cruzada para tentar chegar a um acordo no processo de saída do país da União Europeia, mas enfrenta dificuldades com os políticos britânicos e com o próprio bloco.

Na arena comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo comercial com a China poderia acontecer “antes do que se pensa”. Ao mesmo tempo, Trump fez questão de dizer que, para ele, a economia chinesa nunca alcançará a de seu país se houver um bom presidente americano no poder.

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,02%, em 7.289,99 pontos. Entre os bancos, Barclays subiu 0,73%, mas Lloyds recuou 0,24%. A mineradora Glencore fechou em baixa de 0,49%, enquanto a petroleira BP caiu 0,47%.

Em Frankfurt, o índice DAX registrou baixa de 0,59%, a 12.234,18 pontos. Entre os mais negociados, Deutsche Bank subiu 0,48% e Commerzbank avançou 2,13%, mas E.ON recuou 1,04% e Deutsche Telekom registrou baixa de 0,25%.

Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 caiu 0,79%, a 5.583,80 pontos. A petroleira Total recuou 1,16%, enquanto entre os bancos franceses Crédit Agricole subiu 0,41%, Société Générale recuou 0,38% e BNP Paribas teve baixa de 0,51%.

Em Milão, o índice FTSE-MIB fechou em queda de 0,51%, a 21.788,22 pontos. A petroleira Eni também se saiu mal, com queda de 0,96%, enquanto a montadora Fiat Chrysler cedeu 1,37%.

O índice IBEX-35, da bolsa de Madri, recuou 0,36%, a 9.085,30 pontos. Santander subiu 0,39%, mesmo após o banco dizer que contabilizará 1,5 bilhão de euros em perdas ligadas a sua subsidiária no Reino Unido, no balanço referente ao terceiro trimestre. Iberdrola, por outro lado, cedeu 0,51% e Abengoa B teve queda de 3,70%. Em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 1,62%, a 4.875,44 pontos. / Com informações da Dow Jones Newswires.