Finanças

Bolsas da Europa fecham em queda com impasse fiscal nos EUA, Brexit e covid-19

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O avanço do coronavírus e as incertezas em relação a um acordo pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia também deixaram os negócios sob pressão (Crédito: Pexels)

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, 21, com investidores apreensivos com o persistente impasse nas negociações por uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos. O avanço do coronavírus pelo continente e as incertezas em relação a um acordo comercial pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia também deixaram os negócios sob pressão.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, encerrou em baixa de 1,29%, a 360,79 pontos.

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Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 cedeu 1,91%, a 5.776 pontos. O Escritório Nacional de Estatística (ONS, na sigla em inglês) do Reino Unido informou nesta quarta que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país subiu 0,5% em setembro ante igual mês do ano passado, acelerando em relação ao ganho anual de 0,2% observado em agosto.

O resultado de setembro, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,6% do indicador.

Os mercados britânicos seguem atentos também aos desdobramentos das discussões entre Londres e Bruxelas por um acordo comercial para o período subsequente ao Brexit, a saída do país insular da UE, que será oficializada em 1 de janeiro de 2021. Principal negociador do bloco para o tema, Michael Barnier disse que os britânicos “não podem querer tudo”, mas deixou clara a disposição por diálogo.

Em Paris, o CAC 40 caiu 1,53%, a 4.853,95 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 1,41%, 12.557,64. O papel da Air France perdeu 3,48% na bolsa francesa o da Lufthansa se desvalorizou quase 5%. O setor da aviação é um dos mais sensíveis ao evolução da covid-19, que volta a avançar pela Europa e força a imposição de novas regras de distanciamento social.

A Itália registrou entre a terça e quarta mais de 15 mil casos da doença, maior avanço diário desde o início da pandemia. Nesse cenário, o FTSE 100, referência em Milão, terminou o pregão se com recuo de 2,03%, a 19.085,95 pontos.

A Espanha anunciou um bloqueio de duas semanas, a partir de quinta-feira, 22, para a região de Navarra, ao norte do país. O governo espanhol também estuda implementar um toque de recolher para lidar com o aumento nacional de casos diários de covid-19.

Com isso, em Madri, o Ibex 35 diminuiu 1,67%, a 6.811,50 pontos.

O PSI 20, de Lisboa, marcou baixa de 0,76%, a 4.139,48 pontos, na mínima do dia.

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